Relatório mensal da Conjuntura Econômica do Mato grosso segundo o IMEA (em dezembro de 2015)

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O ano de 2015 mostrou-se bastante turbulento para o setor agropecuário no que se diz respeito ao crédito rural. O cenário econômico ruim iniciado ao final de 2014, refletiu diretamente na restrição de crédito por parte dos bancos para a safra 2015/16, afetando assim no andamento da comercialização e nos preços dos insumos agropecuários.

A alta do dólar e a taxa de juros mais elevada também foram fatores que colaboraram para que o produtor rural tivesse um dos custos mais caros dos últimos anos. Contudo, mesmo com os custos mais elevados, o dólar alto também contribuiu para o aumento dos preços das commodities e deu competividade no mercado internacional.

Diante disso, o VBP de Mato Grosso para 2015 foi estimado em R$ 47,04 bilhões, um acréscimo de 7% com relação a 2014.

Os principais participantes deste aumento, foram os VBPs da soja e do milho com elevação de 9,6% e 26%, respectivamente. Já o VBP do algodão percebeu uma queda de 5,1% se comparado a 2014, tendo em vista a revisão das estimativas de produção. No caso da pecuária, o panorama foi mais retraído, apesar dos bons preços praticados na bovinocultura de corte devido a oferta restrita de animais, o menor abate no setor proporcionou uma queda de 0,6% no VBP do boi.

DESTAQUES: 

Segundo o Relatório Focus, em 2015, o dólar sofreu valorização de 53,9%, se comparado ao ano anterior. Já a Selic valorizou 23,4% com a tentativa de controlar a inflação, contudo, ainda assim, o IPCA superou o teto da meta e chegou a 10,67% no acumulado dos últimos 12 meses.

• Mesmo com as commodities mais competitivas no mercado internacional devido à desvalorização da moeda, o saldo da balança comercial de MT registrou queda de 13,1% no acumulado de jan-nov/15. Enquanto as exportações caíram 14,5%, as importações reduziram 25,3%.

• Nas três primeiras semanas de dezembro, a cesta básica foi fixada em R$ 391,25, variação de 21,2% frente a 2014. Devido aos problemas climáticos ocorridos nas outras regiões do país, o tomate foi o item que sofreu maior valorização no acumulado deste ano, de aproximadamente 29%.

PERSPECTIVAS:

O ano de 2016 será um ano de grandes desafios para o setor agropecuário. Com a nova realidade econômica e financeira do país, a disponibilidade de crédito poderá ser novamente um problema para o setor. Além disso, já se percebe que o custo de produção para a safra 2016/17 em Mato Grosso é um dos maiores da história, devido à elevação dos preços dos insumos agropecuários ocasionados pelo aumento do dólar. Outro fator preponderante no ano seguinte para as culturas agropecuárias do Estado será o clima, que por sinal já tem se mostrado irregular.

Espera-se que para a safra 2015/16 haja uma redução na produção de soja, contudo, os pre- ços futuros da cultura podem continuar atrativos aos produtores em virtude do dólar elevado. Já em relação à pecuária do Estado, o cenário poderá ser de certa estabilidade na oferta e nos preços, quando se diz respeito à bovinocultura de corte.

De forma geral, o ano de 2016 terá muitas incertezas, com ajustes importantes a serem feitos na economia e na política para a retomada do crescimento econômico. No âmbito regional, a expectativa para o VBP do Estado é de aumento de 9,2%, ou R$ 51,37 bilhões, tendo como ponto principal os VBPs da soja e do algodão, que obtiveram alta de 14,1% e 23,9%, respectivamente.

Para ler o Boletim Mensal publicado pelo IMEA clique aqui.

FONTE: Intituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, Boletim Semanal da Conjuntura Econômica, n. 019, de 18 de dezembro de 2015. Disponível em www.imea.com.br.

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Texto originalmente publicado em:
IMEA
Autor: Elaboração: Sâmyla Sousa e Camila Costa

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