Algodoeiro do sul de MS inicia fase reprodutiva e Ampasul avalia safra passada

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A Ampasul, Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão fechou os números de área cultivada e produtividade da safra passada, 2016/17. Como já era esperado, a produtividade foi ótima, ajudando a manter a boa média dos últimos cinco anos. Em relação à safra anterior, o aumento da produtividade foi de 16%, passando da média (1ª e 2ª safras), de 250.99 para 298,7 @/ha. de algodão em caroço.

Os dados estão no novo informativo do Programa Boas Práticas Fitossanitárias, conduzido pela Ampasul e publicado em seu site. O documento informa ainda que no sul de MS, a cultura já entrou em fase reprodutiva, embora represente pequeno percentual do total que se planta no Estado, os cuidados com o bicudo devem ser os mesmos, ou seja, tratamentos das bordas dos talhões com inseticidas para evitar uma possível instalação precoce da praga no interior da área.

Na fase inicial da cultura, houve uma forte incidência de tripes, onde em algumas áreas foram necessárias três aplicações específicas para o controle da praga. Outra operação que está sendo realizada são as pulverizações de pós emergentes com herebicidas para o controle de ervas daninhas.

Já nas regiões norte e nordeste do Estado, onde se concentra a maior área de algodão do MS, o plantio da primeira safra de algodão deve se encerrar no dia 25 de dezembro. Já a soja que dará lugar ao algodão segunda safra está com bom desenvolvimento vegetativo. A previsão é que a colheita da oleaginosa ocorra dentro do prazo para o plantio do algodão.

Melhorando o solo

Dentro do Programa Manejo do Solo, a Ampasul realizou trabalhos técnicos nas áreas piloto dos grupos; Schlatter e JCN nos últimos meses. Esses estudos técnicos consistem em avaliar o emprego de diferentes coberturas outonais ou pré-plantio, conjugadas com as rotações de cultura em soja, milho e algodão, nas duas principais regiões produtoras de Algodão do Estado. Dentro dessas propriedades foram escolhidos talhões homogêneos, cada um dividido em 5 parcelas iguais de 2,5 a 5 hectares que receberam diferentes culturas de cobertura como Crotalaria, Braquiária, Milheto, Nabo, e mistura entre elas. Nessas parcelas estão sendo realizadas várias analises como as físicas, químicas, orgânicas e microbiológicas no perfil de 0 a 60 cm estratificado.

Segundo os técnicos da Ampasul, que conduzem o programa, o objetivo é que ao final de várias repetições ao longo dos anos o perfil do solo mostre de forma positiva de qual tratamento trouxe mais benefício de forma sustentável e rendável para culturas principais de grãos e de pluma, mostrando parâmetros de como o solo pode responder a manejos simples, mas de grande importância à produção sustentável.

Segundo o Diretor Executivo da Ampasul, a associação além da parceria firmada com as propriedades, recebe também a participação nos estudos técnicos do Programa Manejo do Solo, de entidades como a Fundação Chapadão, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), que estão dando grande contribuição nas coletadas de dados e direcionamento dos trabalhos.

Clique aqui e veja o relatório.

Fonte: 28(Norbertino Angeli)

Texto originalmente publicado em:
Ampasul
Autor: Ampasul

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