Ameaças Fitossanitárias: controle de Amaranthus palmeri

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Foto:https://www.flickr.com/photos/alan_cressler/9642629318

A planta daninha Amaranthus palmeri é uma espécie nativa do sudoeste americano, mas já esta presente na Europa, Austrália, países da América do Sul como a Argentina, dentre outras áreas. Atualmente, é uma infestante importante no sul dos Estados Unidos, onde infesta principalmente as culturas de algodão,  milho e soja. Em 2006, sua presença foi detectada no norte de Illinois e em 2010 no sul-oeste do estado de Michigan, onde ha presença de biótipos resistentes ao glifosato e inibidores ALS. Sua presença eleva os custos de produção das lavouras e causa perdas de produtividade, exigindo medidas de controle, que em alguns casos podem ser o arranquio das plantas grandes. Há relatos da existência na América do Norte de biótipos resistentes aos inibidores fotossistema II, inibidores de HPPD, bem como a pendimetalina e trifluralina.

A taxa de crescimento de A. palmeri pode chegar até 4 cm por dia e produzir 600.000 sementes por planta, que são capazes de germinar em toda a estação de crescimento. Tem também uma elevada tolerância a ambientes adversos, como em temperaturas altas, elevada variabilidade genética e facilmente desenvolve resistência a herbicidas.

Esta espécie de caruru também esta presente na Argentina, de onde biótipos oriundos da Província de Córdoba, apresentaram resistência a herbicidas do grupo das imidazolinonas, sulfonilureias e triazolopirimidinas.  Esses resultados destacam a ameaça representada pela presença desta espécie em sistemas agrícolas especialmente por colocar em risco importantes ferramentas, utilizadas como glifosato e herbicidas inibidores de ALS.

Abaixo algumas sugestões que podem ser adotadas no controle químico desta infestante:

1- Rotacionar os mecanismos de ação (não limitando ao uso de glifosato e inibidores de ALS).

Alguns mecanismos de ação que podem ser utilizados para isto:

  • Inibidores do fotossistema I: diquat, paraquat
  • Inibidores da síntese de glutamina: glufosinato de amônio
  • Mimetizadores de auxinas: 2,4-D, MCPA, dicamba , picloram,
  • Inibidores de protox (PPO): Saflufenacil, fomesafen, lactofen

2- Utilizar herbicidas residuais, para evitar mato competição inicial,  evitar a emergência no  início da primavera e para ajudar a reduzir o banco de sementes.

Alguns ingredientes ativos que podem ser utilizados nesta modalidade:

  • Triazinas: atrazina, zimazina, metribuzin, prometrina;
  • Uréias: diuron,  linuron;
  • Cloroacetamidas: metolaclor, S-metolaclor, acetoclor, dimetenamida;
  • Dinitroanilinas: pendimetalina, trifluralina;
  • Inibidores de Protox (PPO): flumioxazin, sulfentrazone;
  • Inibidores de pigmento: flurocloridona, clomazone, diflufenican, isoxaflutole, mesotriona.

A lista acima foi obtida no artigo: Amaranthus palmeri: características, manejo y control, disponível no Portal Agritoal. Caso queira ler o artigo na integra clique aqui.

No Brasil, a ocorrência de A. palmeri foi confirmada em julho de 2015 (Circular Técnica nº 19), editada pelo IMAmt, após analises de plantas coletadas em lavouras de Algodão no Mato Grosso. A íntegra da Circular Técnica nº 19, contendo as práticas recomendadas por seus autores para o manejo de A. palmeri, pode ser lida no site do IMAmt: para ler a nota clique aqui .

Segundo os pesquisadores responsáveis pela confirmação da ocorrência no Brasil, com esta espécie a tolerância dever ser zero, sendo importante a adoção também de controle mecânico ou manual (quando identificada sua presença), visto que em alguns casos a erva daninha passou do estádio ideal para controle químico e irá produzir sementes.

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Texto originalmente publicado em:
Agritoal
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