Análise da safra 17/18 de soja no Brasil

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A área plantada de soja, nesta temporada, apresentou incremento de 3,7%, saindo de 33.909,4 mil hectares na safra 2016/17 para 35.151,4 mil hectares, na atual. A produção deverá atingir 118.885,8 mil toneladas, contra 114.075,3 mil observadas na safra passada, representando um aumento de 4,2%.

Na Região Norte, praticamente todas as áreas já foram colhidas, restando, principalmente, aquelas em que houve o plantio de uma segunda safra de soja ou em estados que se localizam acima da linha do Equador e seguem o calendário de plantio do Hemisfério Norte.

Em Rondônia, a área cultivada com soja de primeira safra atingiu 313,4 mil hectares. A produtividade alcançou 3.324 kg/ha devido a alguns fatores, tais como: quantitativo e distribuição de chuvas melhor do que na safra passada; o tamanho dos talhões nas propriedades estaduais são menores, isso faz com que o monitoramento de pragas e doenças seja mais preciso, as aplicações ocorrem no momento exato, sem atrasos e com reduzida interferência das chuvas; as lavouras em sua maior parte são circundadas por florestas ou outro tipo de vegetação nativa, que abriga uma diversidade de inimigos naturais promovendo melhor sanidade às lavouras. Com o advento da soja safrinha, a semeadura ocorreu entre a segunda quinzena de janeiro e fevereiro, com a colheita em junho. A área de soja da segunda safra é de 23,9 mil hectares e a produtividade está sendo estimada em 2.636 kg/ha, totalizando uma produção de 63,1 toneladas.

No Pará, a soja produzida no sul do estado já foi toda colhida e comercializada. No polo de Paragominas, que responde por algo próximo de 55% da produção, foram colhidos 95% da soja. O destino dessa soja é o mercado estrangeiro.

Em Tocantins, a cultura apresentou incremento na área de 2,7% em relação à safra passada, a despeito da grande frustração na safra 2015/16, e também em algumas regiões na safra 2016/17, causando elevado comprometimento financeiro entre os produtores. As chuvas foram bastante regulares em praticamente todo o estado nesta safra, e a produtividade está estimada ter um incremento de 9,4% em relação ao ano passado. Com relação à soja subirrigada, o plantio foi iniciado em fins de junho e teve sua prorrogação autorizada devido ao atraso na colheita do arroz irrigado e condições de excesso de umidade no solo em algumas regiões. A cultura se encontra na fase de desenvolvimento vegetativo, florescimento e frutificação.

No Maranhão foi finalizada a colheita da oleaginosa em toda as regiões produtoras acompanhadas durante o levantamento, com destaque para algumas áreas que evidenciaram de forma pontual produtividades médias de 3.125 kg/ha. Esse cenário positivo nas lavouras de soja foi favorecido principalmente pelas condições
climáticas extremamente favoráveis.

No Piauí, as boas condições do clima possibilitaram excelente resultados nos rendimentos alcançados no encerramento da colheita. A produção esperada deverá alcançar 2.536,5 mil toneladas, representando aumento de 23,8% em relação ao último exercício. Na Bahia, a área de cultivo atingiu 1.602,5 mil hectares, representando aumento de 1,4% em relação à área da safra anterior e produtividade de 3.720 kg/ha, atingindo a produção de 5.961,3 mil toneladas. Essas estimativas de crescimento ocorreram devido às condições climáticas favoráveis durante todo o ciclo da lavoura.

Na Região Centro-Oeste, principal região produtora do país, a área plantada apresentou incremento de 3% em relação ao exercício anterior e a produção deve ser 7,5% maior que o da safra passada.

Em Mato Grosso, devido a fatores tais como o clima favorável, melhorias no uso de sementes e o plantio em momento propício no que diz respeito ao calendário agrícola, a produtividade média alcançou 3.394 kg/ ha em Mato Grosso, patamar 3,7% superior aos 3.273 kg/ha obtidos no último ciclo. Nesse contexto, Mato Grosso colheu a maior produção já registrada, de 32,3 milhões de toneladas em 2017/18, com avanço de 5,9% em relação às 30,5 milhões obtidas no último ciclo.

Em Mato Grosso do Sul, o ciclo da cultura já está praticamente encerrado, faltando apenas concluir a comercialização que se encontra em torno de 78% do total produzido, mesmo considerando as poucas operações de venda em junho. A produtividade média desta safra foi recorde, atingindo 3.580 kg/ha. Em Goiás, a lavoura apresentou bom desempenho graças ao comportamento do clima durante os estágios mais sensíveis da planta. A produtividade média foi estimada em 3.480 kg/ha e a produção atingiu 11.785,7 mil toneladas, apresentando incremento de 8,9% em relação à safra passada. Na Região Sudeste, a área plantada apresentou incremento de 5%, comparada com o exercício anterior, e a produção deverá ser 9,7% superior à registrada na última safra.


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Em São Paulo e Minas Gerais, o desempenho das lavouras superou as expectativas em virtude do bom comportamento do clima.

Na Região Sul, com a colheita finalizada nos principais estados produtores, a forte redução na produtividade, bastante afetada pelas adversidades do clima em toda a região, fez com que a produção atingisse 38,6 milhões de toneladas. No Paraná crescimento de 4,1% em relação à safra passada, em detrimento, principalmente, do milho. A produtividade média de 3.508 kg/ha é a segunda maior da série histórica do estado e, se não fosse o excesso de chuvas, falta de luz e baixas temperaturas na fase de desenvolvimento vegetativo, poderia ter sido melhor ainda.

Os preços pagos ao produtor estavam com a cotação considerada baixa até início de fevereiro, quando chegou no menor patamar desde dezembro. A partir de então, os grãos começaram a valorizar constantemente. Atualmente 61% da safra está comercializada, contra 44% na mesma data há um ano.

Em Santa Catarina, o clima favoreceu a operação de colheita, garantindo um produto de boa qualidade. Não houve alteração nos parâmetros de área semeada e produtividade em relação aos levantamentos anteriores. A área plantada total alcançou 678,2 mil hectares, 5,9% maior que a safra passada, enquanto que a produtividade recuou para 3.400 kg/ha, 5% menor que a safra anterior, resultando em uma produção
de 2.305,9 mil toneladas ou 0,6% maior que a última safra.

No Rio Grande do Sul, a produtividade, apesar de bastante inferior ao da safra passada, uma vez que a lavoura foi bastante afetada pelos distintos cenários climáticos ocorridos entre a zona sul e região norte/noroeste do estado, fez com que ainda assim, a produção superasse 17 milhões de toneladas.

Fonte: Conab.
Nota: Estimativa em julho/2018

Fonte: Conab

Texto originalmente publicado em:
Conab
Autor: Conab

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