Análise semanal do mercado de trigo

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Comentários referentes ao período entre 13/10/2017 a 19/10/2017

Autor: Prof. Dr. Argemiro Luís Brum (1) e Jaciele Moreira (2)

As cotações do cereal trigo em Chicago fecharam o dia 19/10 em US$ 4,32/bushel,
praticamente nos mesmos níveis da semana anterior.

O mercado foi pressionado pelas fracas inspeções de exportação de trigo dos Estados Unidos, assim como ainda continuou sentindo os efeitos do relatório baixista anunciado no dia 12/10. Soma-se a isso uma fraca demanda pelo produto dos EUA.

Em contraponto, o plantio mais lento do cereal nos EUA vem dando certa firmeza às cotações, impedindo que as mesmas voltem ao patamar dos US$ 4,00/bushel.

No Mercosul, a tonelada FOB para exportação variou entre US$ 180,00 a US$ 190,00 na compra.No Brasil, os preços se mantêm fracos. O balcão gaúcho fechou a semana na média de R$ 30,06/saco, enquanto no Paraná o mesmo variou entre R$ 33,50 e R$ 35,00, e em Santa Catarina entre R$ 33,00 e R$ 36,00/saco. Quanto aos lotes, no mercado gaúcho os mesmos ficaram em R$ 33,60/saco, enquanto no Paraná foram registrados valores entre R$ 34,80 e R$ 36,00/saco, e em Santa Catarina R$ 34,80/saco.

A colheita no Paraná chegava a 79% da área nesta semana, enquanto no Rio Grande do Sul a mesma não passava de 2%. O excesso de chuvas, com constantes temporais e granizo, estão praticamente liquidando a safra gaúcha, pelo menos em termos de qualidade. No Paraná as chuvas já começam igualmente a causar problemas junto às
lavouras a serem colhidas. Em Santa Catarina as perdas se assemelham ao Rio Grande do Sul. O quadro, a cada dia que passa, se mostra mais complicado.

Mesmo assim os preços não melhoram, pois a qualidade do trigo novo tem sido muito ruim em boa parte das áreas colhidas. Além disso, mesmo com um Real a R$ 3,18 por dólar, as importações do Mercosul e da América do Norte continuam competitivas neste momento. Resta esperar para alguma mudança no início do próximo ano caso se confirme perdas igualmente nas lavouras argentinas, uruguaias e paraguaias. Neste contexto, o pouco que o Brasil terá de trigo superior deverá ser bem mais valorizado nos meses futuros.

Diante de tal quadro, nota-se que a comercialização da safra nova de trigo no Brasil se apresenta muito variável, já que “produtores com menor poder de especulação vem aceitando negociar a preços inferiores, enquanto os demais se retraem avaliando uma
possibilidade de recuperação de preços” (cf. Safras & Mercado).

Abaixo segue o gráfico da variação de preços do trigo no período entre 28/09/2017 a
19/10/2017.

Fonte: Análise semanal do mercado da soja, do milho e do trigo, CEEMA – UNIJUI

Autor: Prof. Dr. Argemiro Luís Brum (1) e Jaciele Moreira (2)

(1) Professor do DACEC/UNIJUI, doutor em economia internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA.

(2) Analista do Laboratório de Economia da UNIJUI, bacharel em economia pela UNIJUÍ, Tecnóloga em Processos Gerenciais – UNIJUÍ e aluna do MBA – Finanças e Mercados de Capitais – UNIJUÍ e ADM – Administração UNIJUÍ

 

Texto originalmente publicado em:
CEEMA – UNIJUI
Autor: Prof. Dr. Argemiro Luís Brum e Jaciele Moreira

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