Após chuvas, RS renova esperanças na soja

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A produção de soja no Estado deve se aproximar dos números da safra passada, que estabeleceram um recorde histórico, na avaliação do Sistema Farsul. Mesmo com o excesso de chuvas, as últimas semanas de outubro mostram um avanço das áreas plantadas – o que indica, para o coordenador das comissões de grãos da Federação, Jorge Rodrigues, que logo o calendário de plantio será cumprido em sua normalidade.

Segundo Rodrigues, existem boas condições de se repetirem as 14 milhões de toneladas produzidas na última safra. “O produtor está preparado, temos tecnologia também. Só precisamos de um bom comportamento climático”, disse o coordenador. Ele também se mostra otimista em relação ao plantio na metade sul do Estado, uma área que vem crescendo e apresenta boas perspectivas de repetir bom desempenho. E se a expectativa dos gaúchos é de uma colheita próxima à de 2014/2015, o Brasil deve alcançar pela primeira vez na história a marca de 100 milhões de toneladas.

A perspectiva consta no primeiro levantamento da safra 2015/2016 da Conab. O órgão estima que o Rio Grande do Sul produzirá 14,3 milhões de toneladas, ficando como terceiro maior produtor nacional, atrás de Paraná (18 milhões de toneladas) e Mato Grosso (28,6 milhões de toneladas). No Estado, a área plantada com soja deve ter aumento entre 1% e 2,5% nesta safra, oscilando entre 5,2 milhões e 5,3 milhões de hectares. A oleaginosa avança sobre o milho, que terá queda de pelo menos 7,5% em área plantada, ficando em torno de 954 mil hectares, com produção esperada de 5,7 milhões de toneladas, segundo levantamento de outubro da Conab. O avanço da oleaginosa sobre o cereal se dá devido aos altos preços obtidos na última safra.

A boa perspectiva de produção, no entanto, encontra um viés negativo no cenário internacional. Embora a demanda pelo grão tenha crescido, a produção nos Estados Unidos e na China também aumentou, fazendo com que o preço caísse. Entre setembro de 2014 e setembro deste ano, o saco de 60 quilos apresentou redução de 26,7%, passando de US$ 25,00 para US$ 18,32. O valor representa menos da metade do que era cobrado em 2012, quando a mesma quantidade do produto chegou a valer US$ 37,25. A queda no preço tem preocupado produtores em quase todo o mundo, tendo como única exceção os brasileiros, pela taxa cambial.
O economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, explica que, para o produtor, o preço em reais ainda está bom. Considerando a taxa de câmbio atual, o produtor está recebendo R$ 72,75 pelo saco de 60 quilos. No ano passado, mesmo com preços internacionais do grão mais elevados, o produtor receberia R$ 43,08 pelo saco de soja, já que a média da cotação da moeda americana foi de R$ 2,27.

No entanto, da Luz alerta que os insumos também têm preços balizados pelo dólar, o que eleva os custos de produção, sem que haja certeza da manutenção do câmbio no período da colheita. “O custo já subiu. O produtor já pagou mais caro para plantar. Se vamos conseguir vender por um bom preço, só saberemos no ano que vem. Não temos como saber se o dólar continuará alto.”
Para orientar os produtores em relação às incertezas provocadas pelo câmbio, a Farsul publicou um alerta em seu site. O texto deixa claro que a elevação do dólar está ligada à crise econômica e política do país. Logo que solucionadas, é possível imaginar uma queda da moeda americana. Embora o Banco Central indique uma manutenção do patamar cambial elevado, a volatilidade financeira pode mudar o cenário, caso se altere o cenário político.

Uma queda futura do dólar poderia trazer prejuízos ao produtor brasileiro, que adquiriu insumos com a moeda em um valor elevado e teria que vender a soja como câmbio baixo. Para se proteger, da Luz recomenda que seja realizado um planejamento defensivo. Também é indicado que se trave os preços. Se por um lado a medida limita as possibilidades de lucro, por outro também reduz as perdas. Para isso, é preciso procurar corretoras de valores mobiliários, especialmente aquelas com mesa de derivativos agropecuários.

Fonte: FARSUL (Sul Rural)

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Texto originalmente publicado em:
FARSUL - Sul Rural
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