A área plantada com soja, nesta temporada, apresentou incremento de 3,7%, saindo de 33.909,4 mil hectares na safra 2016/17 para 35.149,3 mil hectares, na atual. A produção atingiu 119.281,4 mil toneladas, contra 114.075,3 mil, representando um aumento de 4,6% em relação à safra passada.

Na Região Norte houve incremento de 6,8% na área plantada e a despeito de algumas adversidades do clima em algumas regiões produtoras, particularmente no Pará, ocorreu incremento da produção em relação ao exercício passado.

Em Roraima, a área plantada atingiu 38,2 mil hectares, número inferior ao estimado pelo setor em virtude do atraso na entrega de uma parte do calcário necessário, prejudicando a conclusão do preparo da área.

Representa um incremento de 27,3% em relação à safra passada, lembrando que esse aumento se refere a uma expansão da fronteira agrícola. A produtividade estimada é de 3.077 kg/ha. As condições da lavoura são consideradas 80% excelentes e 20% regular, por
conta de alguns talhões que alagaram com as chuvas intensas no período.

Em Rondônia, a área cultivada com a primeira safra atingiu 313,4 mil hectares, com a semeadura ocorrendo de outubro a dezembro. Com o advento da soja safrinha, o plantio se dá entre a segunda quinzena de janeiro e fevereiro.

A colheita dessa safra acontece em junho. A área de soja plantada na segunda safra foi estimada em 20,2 mil hectares, com uma produtividade de 2.621 kg/ha, com a produção atingindo 53,1 mil toneladas. A área total de soja reduziu de 337,3 mil hectares para 333,6 mil, por conta de ajustes na área de soja safrinha, principalmente no município de Rio Crespo.

A produtividade da soja na primeira safra foi de 3.324 kg/ha devido a alguns fatores, tais como: quantitativo e distribuição de chuvas melhor do que na safra passada; o tamanho dos talhões nas propriedades de Rondônia são menores, isso faz com que o monitoramento
de pragas e doenças seja mais preciso, com isso as aplicações ocorrem no momento exato, sem atrasos e com reduzida interferência das chuvas, ademais, as lavouras em sua maior parte são circundadas por florestas ou outro tipo de vegetação nativa, que abriga uma diversidade de inimigos naturais promovendo melhor sanidade das lavouras.

A produção total foi reduzida neste levantamento para 1.095 mil toneladas, em virtude da redução na área cultivada com a soja safrinha. Em Tocantins, a cultura apresentou incremento mais modesto na área cultivada no estado em relação a anos anteriores em razão do elevado comprometimento financeiro dos produtores em decorrência dos sucessivos problemas com o clima e à restrição de acesso ao crédito. Nessa temporada, as chuvas foram bastante regulares em praticamente todo o estado até fevereiro.


 Sua produtividade não será a mesma!!


A partir daí, o excesso de chuvas causou atraso na colheita, visto que em algumas regiões foram registradas perdas. A colheita da soja já está finalizada e a produtividade desta safra foi 6,9% maior que na safra passada. A lavoura da soja sub-irrigada teve seu plantio encerrado no final de junho.

Houve prorrogação na janela de plantio devido ao atraso na colheita do arroz irrigado em razão do excesso de umidade no solo em algumas regiões. As condições fitossanitárias das lavouras são as melhores possíveis, não sendo identificados focos de ferrugem asiática A cultura se encontra na fase de enchimento de grãos, maturação e colheita.

Até o momento, menos de 15% da área foi colhida. Devido à grande variedade de cultivares plantadas, ainda não é possível fazer uma estimativa mais precisa da produtividade a ser alcançada. A expectativa até agora das firmas produtoras de sementes é de que a produtividade seja ligeiramente superior ao registrado na safra passada. A previsão é que a colheita seja finalizada no final de setembro.

No Maranhão, o cenário positivo dessa oleaginosa ficou evidenciado através do avanço da área plantada e da produtividade média obtida nessa estação. A área semeada passou de 821,7 mil hectares para 951,5 mil hectares que representa um incremento de 15,8%, com
uma produtividade média que saltou de 3.010 para 3.125 kg/ha, ou seja, a quantidade de grãos produzidas foi 3,8% superior à média obtida na safra anterior.

No Piauí ocorreu aumento na área de soja de 2,4% devido ao retorno das áreas ocupadas por milho na safra passada, totalizando 710,5 mil hectares. A lavoura de soja já está finalizada em todo o estado.

Os grãos colhidos possuem boa qualidade, apesar de ter ocorrido uma diminuição do acumulado de chuva em todas as regiões do estado em março. Isso, porém, não prejudicou o desenvolvimento das lavouras nem impactou sua produtividade.

Durante todo o período de desenvolvimento da lavoura houve baixíssima incidência de pragas e doenças, que permitiu um controle relativamente fácil com poucas aplicações. A utilização da tecnologia em sua plenitude, além do excelente regime climático, contribui para os ótimos resultados alcançados na safra atual.

A produtividade obtida na soja foi de 3.573 Kg/ha, que representa um incremento de 21% em relação à produtividade alcançada na safra anterior. Esse número representa um recorde na produtividade e consequentemente na produção de soja.

Na Bahia, estima-se que a área de cultivo foi de 1.600 mil hectares, representando variação positiva de 1,2% em relação à área da safra anterior e produtividade de 3.960 kg/ha, atingindo 6.333,2 mil toneladas.

Essa estimativa de crescimento se deve aos bons resultados da safra passada, às atuais condições climáticas favoráveis, à tecnologia de produção utilizada e a estabilidade comercial dessa oleaginosa.

Na Região Centro-Oeste, principal região produtora do país, a área plantada apresentou incremento de 3% m relação ao exercício anterior e a produção foi 7,6% maior que o da safra passada.

Em Mato Grosso, a lavoura da oleaginosa apresentou recorde tanto de área quanto de rendimento médio, resultando numa produção inédita de soja. A área semeada contabilizou 9.518,6 mil hectares, 2,1% superior aos 9.322,8 mil hectares semeados no ciclo anterior, a produtividade média obteve fechamento de 3.394 kg/ha, 3,7% maior do que os 3.273 kg/ha registrados em 2016/17, culminando com a produção de 32.306,1 mil toneladas, enquanto que, no ciclo anterior, 30.513,5 mil toneladas haviam sido colhidas.

O excelente resultado foi impulsionado pela semeadura em momento ótimo quanto ao calendário agrícola, pelo clima bastante favorável e por melhorias nas sementes. Em Mato Grosso do Sul, o incremento de área foi de 5,9% em relação à safra passada, avanço que ocorreu sobre as pastagens, atingindo um total de 2,67 milhões de hectares.

A produtividade da soja foi recorde, atingindo a média de 3.593 kg/ha, que corresponde a um aumento de 5,7% em relação ao ano anterior, que fez com que a produção atingisse o volume de 9,6 milhões de toneladas.

Um dos fatores que justificam o recorde de produtividade foi o atraso no calendário de semeadura dos produtores, ocasionado pela baixa precipitação de chuvas até a primeira quinzena de outubro, pois esse evento forçou os produtores a realizarem a operação de semeadura dentro do melhor período recomendado para a cultura, pois normalmente os produtores optam por antecipar a semeadura da soja para diminuir os riscos climáticos do milho segunda safra.

Na Região Sudeste, a área plantada apresentou incremento de 5%, comparada com o exercício anterior, e a produção deverá ser 9,9% superior à registrada na última safra.

Em Minas Gerais, a área ficou estimada em 1.508,5 mil hectares, 3,6% superior à safra passada, mantendo a tendência dos últimos anos. A produtividade teve incremento de 5,6% passando de 3.480 kg/ha na safra anterior para 3.676 kg/ha na safra atual, como consequência do excelente desenvolvimento das lavouras.

De modo geral, as condições climáticas favoreceram bastante o desenvolvimento da cultura, assim como a conclusão da colheita. Em São Paulo, as maiores áreas de grãos estão concentradas nas regiões oeste e sudoeste do estado, onde a cultura da cana-de-açúcar não tem encontrando condições propícias para o seu desenvolvimento, ao contrário das regiões do norte e noroeste, onde a produção de grãos diminuiu sensivelmente nos últimos anos, em face do avanço da cana-de-açúcar. A lavoura já foi totalmente colhida.

Na Região Sul, o destaque ficou por conta da forte redução nos níveis de produtividade, onde a lavoura foi bastante afetada pelas adversidades do clima em todos os estados produtores, fazendo com que a produção atingisse 38,6 milhões de toneladas, redução de 4,8% em relação ao exercício anterior.

No Rio Grande do Sul foi confirmada a tendência dos últimos anos de aumento de área plantada com a oleaginosa, atingindo 5.692,1 mil hectares, a maior área semeada da série histórica. Esse aumento acontece nas áreas onde era cultivado milho e, principalmente, pela rentabilidade e liquidez da cultura.

Mesmo com a disparidade climática, o bom desempenho das lavouras na região noroeste fez com que a média estadual de produção e produtividade atingisse o segundo maior valor da série histórica, com 17.150,3 mil toneladas e 3.013 kg/ha, respectivamente, números inferiores somente os da safra 2016/17.

Fonte: Adaptado de 12º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018- Conab

Texto originalmente publicado em:
12º. Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos
Autor: Conab

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