Na Argentina, Crucíferas e Brassicáceas estão entrando na lista de daninhas com mais casos de resistência, atrás apenas das gramíneas. Existem quatro espécies com resistência confirmada a herbicidas no país: Raphanus sativus (nabo), Brassica napus (canola), Brassica rapa (nabo) e Hirschfeldia incana (nabo) (tabela 1). Entre estes, biótipos com resistência ao glifosato, inibidores da ALS e 2,4-D, a um ou dois desses mecanismos de ação, mas agora temos o primeiro registro de nabo (Brassica rapa) com resistência múltipla ao glifosato, inibidores de ALS e ao 2,4-D.

Em 2016, pesquisadores já tinham confirmado a resistência a 2,4-D no biótipo, mas agora nova pesquisa conduzida por pesquisadores da Faculdade de Agronomia da Universidade Nacional da Central Buenos Aires (UNCPBA), também confirmaram a resistência ao glifosato e inibidores da ALS.


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Tabela 1: Biótipos de Brassicáceas com resistência na Argentina

ANO              ESPÉCIE                    NOME              RESISTÊNCIA 
2008            Raphanus sativus          Nabo               ALS
2013            Brassica napus              Canola            Glifosato
2014            Brassica rapa                Nabo               Glifosato + ALS
2015            Hirschfeldia incana        Nabo               ALS
2016            Brassica rapa*              Nabo               2,4-D
2017            Hirschfeldia incana        Nabo               ALS + 2,4-D
2018            Brassica rapa*              Nabo               Glifosato + ALS + 2,4-D
*Correspondem ao mesmo biótipo

Resistência múltipla a 3 locais de ação, limita notavelmente o número de ferramentas disponíveis para o controle químico e embora hajam outros mecanismos (PPO, fotossistema I e II, dentre outros) perdem-se as principais ferramentas de controle, especialmente no manejo de pós emergência do trigo. Esta limitação fez a REM (Rede de Conhecimento em Daninhas Resistentes) emitir um alerta vermelho, visando alertar produtores e pesquisadores para as dificuldades no manejo. No entanto, devemos nos atentar que os estudos foram conduzidos com metsulfuron-metil e 2,4-D, podendo ainda ser eficientes outros ingredientes ativos do mesmo mode de ação. No Canada esta espécie ja teve resistência confirmada a atrazina e glifosato.

A área de maior ocorrência do biótipo resistente é o centro e sul da província de Buenos Aires, onde o impacto será observado principalmente sobre as culturas de inverno (trigo e cevada) e em terras de pousio onde é feito o manejo outonal para semeadura das culturas de verão.

FONTE: Aapresid

Tradução: Equipe Mais Soja

Texto originalmente publicado em:
Aapresid
Autor: Aapresid

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