Presentes nas lavouras globais há mais de 20 anos, os transgênicos já são consenso para comunidade científica. Diversas sociedades acadêmicas de todo o mundo já vieram a público apontar os benefícios dos transgênicos. Essas entidades afirmam que os organismos geneticamente modificados (OGM) atualmente plantados são tão seguros para alimentação humana, animal e para o meio ambiente quanto suas versões convencionais. Fazendo coro a esse vasto número de pesquisadores, está o bioquímico britânico Richard Roberts, Prêmio Nobel de Medicina em 1993. Segundo ele, o uso de culturas geneticamente modificadas (GM) na produção de alimentos é absolutamente necessário. Ele ainda completa “os países em desenvolvimento são os que mais se beneficiam”.


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Roberts afirma que qualquer organização que busque combater a fome deve ser a favor do uso de tecnologias na agricultura. Essas técnicas e inovações incluem os transgênicos. O bioquímico lidera uma campanha em favor da agricultura moderna que já conta com o apoio de mais de 130 laureados com Prêmio Nobel, a Support Precision Agriculture. Tratam-se de profissionais que conhecem profundamente diversas áreas do conhecimento científico e todos eles concordam que os OGM fazem podem ajudar a aumentar a sustentabilidade da agricultura. Essas declarações foram dadas durante a edição de 2018 do encontro anual dos Prêmio Nobel, realizado em Lindau, na Alemanha.

“Quem não reconhece os benefícios dos transgênicos está equivocado”

Para Roberts, a fome no mundo deveria ser tratada com a mesma seriedade com que tratamos a saúde. “Não podemos medir esforços e nem obstruir vias para dar acesso aos alimentos. Há 800 milhões de pessoas com fome no mundo, para eles, a comida é como a medicina”, declarou. Roberts também é enfático ao enumerar os benefícios dos transgênicos. “É equivocada a ideia de voltar a produzir alimentos como antigamente, sem usar culturas GM. É como escolher andar em um carro que faz 5 quilômetros por hora (km/h) sabendo que existe um que faz 50 km/h.”, comparou.

A diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB) e Ph.D em Ciências Biológicas, Adriana Brondani, concorda com o Prêmio Nobel. “Ao longo de mais de 20 anos de adoção e consumo global de transgênicos, período em que esses produtos foram rigorosamente testados, jamais houve registro de qualquer prejuízo que esses alimentos tenham causado à saúde humana, animal ou ao meio ambiente”.

Essa também é a posição da comunidade científica e de agências reguladoras. Elas reconhecem que os alimentos melhorados pela biotecnologia são tão seguros quanto os desenvolvidos por meio de outros métodos. O mais recente exemplo disso é o da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados UnidosEm 2016, essa academia reafirmou que os transgênicos são seguros para a alimentação humana, animal e para o meio ambiente.

Fonte: Redação CIB, 11 de julho de 2018

Texto originalmente publicado em:
CIB
Autor: CIB

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