Artigo científico aborda alternativas de controle químico do capim-amargoso resistente ao glyphosate, com herbicidas registrados para as culturas de milho e algodão

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O trabalho tem como autores: Marcel Sereguin Cabral de Melo1, Leonardo José Frinhani Noia da Rocha2, Caio Augusto de Castro Grossi Brunharo3 , Danilo Carvalho Pereira da Silva4, Marcelo Nicolai5 , Pedro Jacob Christoffoleti4 .

No Brasil, é comum a rotação de culturas soja, milho e/ou algodão, resistentes ao herbicida glyphosate, o que favorece a seleção de populações de capim-amargoso (Digitaria insularis) resistente ao glyphosate. Alguns países tornaram-se dependentes do glyphosate, adotando-o como principal forma de manejo das plantas daninhas. Esse herbicida possui amplo espectro de controle, ajustável a diferentes estádios de desenvolvimento das espécies daninhas alvo, baixa volatilidade e está classificado entre os herbicidas menos tóxicos para animais.

No entanto, para as culturas de milho e algodão, pouco se sabe sobre alternativas para manejo químico para D.insularis. Tendo em vista esta brecha, pesquisadores desenvolveram um estudo que trata da eficácia de herbicidas de mecanismos de ação alternativos ao glyphosate, aplicados em condições de pré e pós-emergência, para o controle do biótipo resistente de capim-amargoso (D. insularis), recomendados para as culturas do milho e algodão.

Para isto, o experimento os autorese desenvolveram experimento em casa-de-vegetação, utilizando um biótipo de D. insularis resistente ao glyphosate. O delineamento estatístico utilizado foi de blocos ao acaso com quatro repetições. A aplicação aconteceu quando as plantas de capim‑amargoso estavam no estádio de 1 a 2 perfilhos e em pré-emergência com diferentes herbicidas.

Como resultado, os tratamentos que obtiveram melhores resultados em condições de pós-emergência da planta daninha foram os herbicidas nicosulfuron, imazapic + imazapyr, atrazine, haloxifop-methyl e tepraloxydim.

Veja a tabela com os resultados obtidos nas aplicações de pós e pré-emergência.

Tabela: Controle percentual de capim-amargoso (Digitaria insularis) avaliado aos 7, 14, 21, 28 e 45 dias após a aplicação dos tratamentos herbicidas pós-emergentes (DAA), de forma visual e massa seca.

Os herbicidas atrazine, isoxaflutole, S-metolachlor, clomazone, diuron e flumioxazin se apresentaram como pré-emergentes eficazes para o controle desta espécie, conforme tabela abaixo.

Tabela: Controle percentual de capim-amargoso (Digitaria insularis) avaliado aos 20, 60 e 80 dias após a aplicação dos tratamentos herbicidas pré-emergentes (DAA), de forma visual e pesagem.

Os autores concluíram que foram determinadas alternativas de controle químico para o biótipo de Digitaria insularis resistente ao glyphosate, sendo elas, na pós-emergência da planta daninha no estádio de 1 a 2 perfilhos, os herbicidas nicosulfuron (600 g ha-1 i.a.), imazapic + imazapyr (52,5 + 17,5 g ha-1 i.a.), atrazine (3000 g ha-1 i.a.), haloxifop-methyl (60 g ha-1 i.a.) e tepraloxydim (100 g ha-1 i.a.).

Os herbicidas atrazine (2500 g ha-1 i.a.), isoxaflutole (60 g ha-1 i.a.), S-metolachlor (1440 g ha-1 i.a.), clomazone (1000 g ha-1 i.a.), diuron (2000 g ha-1 i.a.) e flumioxazin (50 g ha-1 i.a.) se apresentaram como pré-emergentes eficazes para o controle desta espécie.

Palavras-chave: resistência, associações, graminicidas, pré-emergência, pós-emergência.

Confira o trabalho completo aqui. No trabalho completo é detalhado a metodologia, discutidos os resultados e apresentados também os dados reativos ao solo onde foi realizado as avaliações. Confira.

Informações dos autores:

1 Bayer, Avenida Dr. Roberto Moreira, 5005, Setor EAE, Recanto dos Pássaros, CEP 13148-914, Paulínia, SP, Brasil. E-mail: melomsc@yahoo.com.br

2 Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, Alegre, ES, Brasil. E-mail: leofrinhanirocha@gmail.com

3 University of California, Davis, CA, Estados Unidos da América. E-mail: cabrunharo@ucdavis.edu

4 Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESAlQ, Universidade de São Paulo – USP, Piracicaba, SP, Brasil. E-mail: danilo_carvalho79@hotmail.com; pedrochristoffoleti@gmail.com

5 Agrocon Assessoria Agronômica, Santa Bárbara D’Oeste, SP, Brasil. E-mail: mnicolai2009@gmail.com

Adaptação: Equipe Mais Soja

Texto originalmente publicado em:
Revista brasileira de Herbicidas
Autor: Marcel Sereguin Cabral de Melo et al.

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