Atividade residual da mistura formulada Diuron + Hexazinone + Sulfometuron metilico em solos de texturas contrastantes

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Objetivou avaliar a atividade residual da mistura formulada diuron + hexazinone + sulfometuron-metílico em diferentes dosagens em solos de texturas arenosa e argilosa.

Autores: Grazielle Martinez da Silva1, Miriam Hiroko Inoue2, Michael Ortiga Goulart3, Jonnathan de Almeida Marques3, Andressa da Silva Santos4 e Ana Carolina Dias Guimarães5

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

RESUMO

A aplicação de herbicidas pré-emergentes com atividade prolongada no solo é uma atividade recorrente na cultura da cana-de-açúcar que possibilita controle eficiente das plantas daninhas na cultura.

Este estudo objetivou avaliar a atividade residual da mistura formulada diuron + hexazinone + sulfometuron-metílico em diferentes dosagens em solos de texturas arenosa e argilosa.

O ensaio foi conduzido no delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 2 x 8 + 1 com três repetições, sendo avaliadas duas doses (0,605 + 0,170 + 0,014 (D1) e 1072,07 + 0,302 + 0,025 (D2) kg ha-1 de diuron + hexazinone + sulfometuron metílico, respectivamente) em oito épocas (0, 20, 40, 60, 80, 100, 120 e 140 dias entre a aplicação da mistura formulada e a semeadura do biondicador), além de um controle sem aplicação. Após a aplicação realizou-se a semeadura do bioindicador (Cucumis sativus) em todos os vasos.

A fitointoxicação foi avaliada aos 20 e 40 dias após a semeadura do bioindicador utilizando a escala de notas de 0 a 100%. A interação entre as doses avaliadas e o intervalo entre as aplicações e a semeadura do bioindicador foi significativa aos 20 e 40 dias após a semeadura, para ambos os solos.

No solo de textura arenosa, as doses D1 e D2 não apresentaram diferença significativa em todos os dias entre a aplicação e a semeadura do bioindicador. No solo de textura argilosa, aos 20 dias após a semeadura, o controle do bioindicador foi superior a 92% até 60 dias entre a aplicação da mistura formulada e a semeadura, aos 100 dias observou-se controle de 57 e 51%, respectivamente para D2 e D1.

Na avaliação de 40 dias após a semeadura, no solo arenoso houve controle de 100% até os 40 dias entre a aplicação da mistura formulada e a semeadura do bioindicador, no solo de textura argilosa verificou-se controle superior a 90% até os 80 dias entre a aplicação e a semeadura.

O t1/2 obtido da mistura formulada diuron + hexazinone + sulfometuron para o solo argiloso e arenoso foi de 101 e 52 dias, respectivamente. Portanto, a atividade residual prolongada em solo de textura argilosa pode ser uma ferramenta efetiva no manejo de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar.

Palavras-chave: Mobilidade, bioindicador, cana-de-açúcar.

Informações do autores:     

1Mestranda em Ambiente e Sistemas de Produção – UNEMAT, Tangará da Serra-MT;

2UNEMAT, Tangará da Serra-MT;

3Engenheiro Agrônomo, Tangará da Serra-MT;

4Graduanda em Agronomia – UNEMAT, Tangará da Serra-MT;

5UNEMAT, Alta Floresta-MT.

Disponível em: Anais do II Simpósio Nacional sobre Plantas Daninhas em Sistemas de Produção Tropical, Alta Floresta – MT , Brasil.

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