Atividade residual de herbicidas pré-emergentes com uso de sequencial na cultura da soja

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Objetivou-se com esse trabalho realizar a avaliação de diferentes tipos de produtos com eficácia residual fazendo-se uso de aplicação em pós-emergência para o controle de plantas daninhas

Autores: Rafael dos Santos Oliveira1, Hugo de Almeida Dan2, Geuvane Severino1, Marcos Aurélio Anequine de Macedo2, Vitor Freitas da Silva1 e Josiel Faustino da Cruz1.

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

RESUMO

O uso de herbicidas pré-emergentes vem se demonstrando cada vez mais necessário para o uso na agricultura contemporânea. A necessidade de se manter a cultura de interesse econômico no limpo em seus estádios iniciais mostra-se como relevante estratégia para aumento de produtividade.

Assim, objetivou-se com esse trabalho realizar a avaliação de diferentes tipos de produtos com eficácia residual fazendo-se uso de aplicação em pós-emergência para o controle de plantas daninhas.

O experimento foi conduzido em propriedade pertencente ao município de Cerejeiras-RO. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados com três repetições, arranjado em esquema de parcelas subdivididas 2×5+1 correspondendo a dois modos de aplicação, pré e pós-emergência, 5 tipos de herbicidas: imazethapyr, carfentrazone-ethyl, carfentrazone-ethyl+sulfentrazone, diclosulam, imazethapyr+flumioxazin e uma 1 testemunha.

A princípio aplicou-se diferentes tipos de herbicidas pré-emergentes em área total das parcelas, ao decorrer cerca de vinte e cinco dias realizou-se a divisão das parcelas ao meio e realizado aplicação de glyphosate em pós-emergência, caracterizando-se como um tratamento sequencial ou dobrado.

Os tratamentos em pré foram avaliados aos 21 dias após emergência (DAE) e em pré-colheita da soja. A primeira avaliação de pré-emergentes aos 21 DAE, apresentou níveis de controle de 79 à 92%, observou-se maiores médias de controle para o tratamento de imazethapyr+flumioxazin.

Em avaliação de pré-colheita o tratamento com imazethapyr isolado sem o uso de sequencial apresentou percentual de controle de cerca de 7%. O baixo índice de controle deve-se ao fato que o produto em questão possui baixo efeito residual e por existir considerável porcentagem de plantas tolerantes ou resistentes a molécula.

O mesmo tratamento com o auxílio do sequencial com o glyphosate fez com que os percentuais de controle atingissem o nível de 62%.

Para os demais tratamentos em pré-colheita destaca-se o tratamento imazethapyr+flumioxazin no qual atingiu os maiores percentuais de controle em relação aos outros tratamentos avaliados, chegando a alcançar o percentual de 94% com sequencial.

De acordo com a discussão, conclui-se que, o uso da mistura de imazethapyr+flumioxazin foi o tratamento no qual apresentou maior eficiência para o controle na área. Comprovando, a importância da utilização de tratamentos em pós-emergência (sequencial ou dobrado) para um melhor manejo de plantas daninhas.

Palavras-chave: Controle químico, Glycine max, planta daninha.

Apoio: CNPq e IFRO.

Informações do autores:     

1Graduando em Engenharia Agronômica – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia, IFRO – Campus Colorado do Oeste;

2Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do IFRO – Campus Colorado do Oeste.

Disponível em: Anais do II Simpósio Nacional sobre Plantas Daninhas em Sistemas de Produção Tropical, Alta Floresta – MT , Brasil.

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