De acordo com estudos do professor Robinson Osipe, a proibição do herbicida nas principais culturas em que é utilizado no Brasil – soja, cana-de-açúcar, milho, trigo, arroz e café – provocaria um aumento significativo nos custos dos produtores brasileiros 

São Paulo, agosto de 2018 – O herbicida 2,4-D apresenta uma relação de custo benefício que se destaca dentre os demais herbicidas. Uma projeção de aumento de custo em caso de ausência desta ferramenta nas principais culturas em que o herbicida é registrado e utilizado no Brasil – soja, cana-de-açúcar, milho, trigo, arroz e café – traria um aumento médio no custo de mais de 400% para a agricultura do país, quando se diz respeito a utilização do herbicida 2,4-D no manejo de plantas daninhas.

Segundo estudo realizado em 2015 pelo professor doutor da Universidade Estadual do Norte do Paraná, Robinson Osipe, a operação de manejo das plantas daninhas da cultura da soja no Brasil, um dos principais itens da produção agrícola do país, o aumento médio no custo seria de 418%, considerando as diferentes opções que poderiam ser utilizadas como substitutos. “Na cultura do milho este aumento seria de 496%, enquanto que na cultura da cana-de-açúcar a projeção seria de 623% superior. A operação de manejo das plantas daninhas visando o plantio direto da cultura de trigo e o controle em pós-emergência na cultura do arroz, teriam um acréscimo de custo da ordem de 550% e 557%, respectivamente”, reforça Osipe.

Para o controle de diversas espécies de plantas daninhas, o 2,4-D tem sido um dos principais herbicidas alternativos, sendo, portanto, de grande importância para o manejo de resistência nas culturas brasileiras. Além da eficiência de controle, a utilização do 2,4-D tem demostrado bom resultado econômico. Por isso, uma das preocupações dos produtores brasileiros seria a retirada do produto do mercado, o que provocaria um aumento significativo do custo para a produção.

A engenheira agrônoma e agricultora Claudia Andrea Aquino Silveira, da Fazenda Urutau, localizada em Antônio João (MS), utiliza o produto há 20 anos nas culturas de soja, arroz e milho. “O uso do 2,4-D no controle da buva, por exemplo, é 50% mais barato quando comparado com outros herbicidas existentes no mercado. Além disso, é eficiente no controle de quase todas as plantas daninhas de folha larga, com um baixo custo por hectare. Para nós, isso representa muito em termos de produtividade e sustentabilidade do negócio. Trata-se de um herbicida seguro, tanto para o aplicador quanto para a cultura, desde que se faça o uso correto dos EPIs e tecnologia de aplicação adequada para evitar a deriva para as culturas vizinhas”, comenta a agrônoma.

Atualmente, o principal problema do manejo de plantas daninhas nos sistemas de produção de grãos é sua resistência a herbicidas. Na prática, o surgimento da resistência é um processo de seleção de biótipos resistentes, presentes nas áreas de produção, ocasionado pelas aplicações continuadas aplicações de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação.

“Na cultura de soja, por exemplo, a opção econômica mais próxima seria ochlorimuron, mas com algumas restrições sobre instantes costumeiramente presentes no mercado. Mesmo assim, esse herbicida aumentaria 58,51% o custo do controle em relação ao 2,4-D.”, comenta Osipe. ‘Se a substituição fosse com aplicação sequencial dos herbicidas glifosato e paraquat, o gasto seria o maior de todos, com R$ 72,75/ha, aumentando o custo em média de 800%. Já na cultura do milho, o preço médio da aplicação do 2,4-D no manejo em plantio direto é de R$ 8,19/ha. A média dos herbicidas alternativos está muito acima disso, em R$ 48,86/ha, o que representa um adicional de quase 500%”, reforça.

Histórico e Educação no Campo

As primeiras pesquisas sobre compostos do 2,4-D começaram a ser realizadas entre os anos de 1914 e 1918 e posteriormente, de 1939 a 1945, vários outros estudos relativos ao produto foram documentados. Em 1941, a síntese do 2,4-D foi descrita e logo após, em 1945, o herbicida foi lançado nos Estados Unidos. O produto era apresentado como o primeiro composto que, em doses baixas, poderia controlar as plantas de folhas largas em culturas de folhas estreitas.

“Há um grande esforço de iniciativas privadas, em parceria com o meio acadêmico para educar o produtor sobre a importância da utilização correta dos herbicidas”, comenta Jair Maggioni, coordenador da Inciativa 2,4-D. “Ações como esta têm produzido resultados positivos, reforçando a mensagem da importância dos cuidados na realização de um manejo sustentável que contribua para o aumento na produtividade e rentabilidade da lavoura, além de preservar a saúde e o meio ambiente”, complementa.

Por quase 80 anos, o 2,4-D tem sido um dos herbicidas mais utilizados do mundo e hoje é registrado em quase 100 países, com mais de 40 mil estudos desenvolvidos, passando por diversas revisões em relevantes entidades, como a Agência Regulamentadora do Canadá (PMRA), Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre outras. Nesses estudos, governos do mundo inteiro julgaram que o 2,4-D é seguro para a saúde humana quando utilizado adequadamente, de acordo com rótulo e bula.

No Brasil, os primeiros estudos com o 2,4-D datam de 1946 e o herbicida possui registro desde a década de 1970. Atualmente, pode ser utilizado para culturas de trigo, milho, soja, arroz, arroz irrigado, cana-de-açúcar e pastagens e é uma importante ferramenta para aumentar a produtividade das lavouras e reduzir custos para o consumidor, sendo um dos herbicidas com maior custo-benefício do mercado.

Sobre a Iniciativa 2,4-D

A Iniciativa 2,4-D é um grupo formado por representantes das empresas Dow AgroSciences, Nufarm e Albaugh, que, com apoio acadêmico, tem como propósito gerar informação técnica sobre o uso correto e seguro de defensivos agrícolas, além de apoiar projetos que abordem esta questão, como o Projeto “Acerte o Alvo – evite a deriva na aplicação de agrotóxicos”, realizado no Paraná. O foco é educar o produtor sobre a importância da utilização correta de tecnologias que garantam a qualidade da aplicação dos defensivos agrícolas. O grupo defende que o uso adequado das tecnologias de aplicação e a precaução para evitar a deriva são essenciais para garantir a eficácia e a segurança ambiental na utilização de defensivos agrícolas. A Iniciativa 2,4-D se apresenta como fonte de informação e esclarecimento, que, apoiada por estudos acadêmicos, visa desmistificar o emprego do 2,4-D. Para saber mais, acesse:www.iniciativa24d.com.br

 *Fonte: Aspectos Biológicos e Econômicos do Uso dos Herbicidas à Base de 2,4-D no Brasil

Fonte: Assessoria de Comunicação Iniciativa 2,4-D. Quer saber mais: clique e confira.

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