Avaliação da eficiência no uso de fósforo pela cultivar de soja BRS 9180 IPRO

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O objetivo desta pesquisa foi avaliar a eficiência no uso do P com base na altura de plantas (H), produção de massa seca da parte aérea (MSPA) e massa seca de vagens (MSV) de cultivares de soja.

Autores :  Felipe Ferreira da SILVA(1); Roldão Carlos Andrade LIMA(2); Deurimar Herênio GONÇALVES JUNIOR(1); Wallysson Nascimento LIMA(3); Mickaelle Alves de Sousa LIMA(4)

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização dos autores.

Introdução

O Maranhão localiza-se em uma região de ecótono entre o bioma Cerrado e Floresta Amazônica. Esta região possui solos ácidos, de baixa fertilidade e baixo teor de fósforo (P) disponível às plantas. O P caracteriza-se por ser um dos nutrientes mais limitantes à produção agrícola, tendo participação fundamental no desenvolvimento da planta.

A aplicação de elevadas doses de fertilizantes fosfatados é uma prática comum e intensa, onde tal elemento apresenta reservas limitadas e sua possível escassez é estimada para as próximas décadas. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a eficiência no uso do P com base na altura de plantas (H), produção de massa seca da parte aérea (MSPA) e massa seca de vagens (MSV) de cultivares de soja (Glycine max (L) Merrill).

Material e Métodos

O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados (DBC), sendo os tratamentos dispostos em esquema fatorial 2×4, com quatro repetições constituídos pela cultivar BRS 9180 IPRO com três doses de fósforo (60, 120 e 180 kg.ha-1) e um tratamento controle, sem adubação fosfatada, totalizando 32 unidades experimentais (UE).

Cada UE possuía uma área de 4 m2. Aos 40 dias após emergência (DAE) foi realizada a mensuração de H com auxílio de uma trena, amostrando-se 10 plantas localizadas nas linhas centrais de cada parcela. Aos 79 DAE foram retiradas cinco plantas de cada UE, com corte de 5 cm acima da superfície do solo e separadas as vagens da parte aérea, posteriormente acondicionadas em uma estufa de circulação forçada de ar até adquirir peso constante. Em seguida determinou-se a MSPA e a MSV, utilizando-se uma balança semi-analítica.

Resultados e Discussão

A dose de fertilizante fosfatado 180 kg.ha-1, promoveu o maior crescimento em H, entretanto, considerando que o solo apresenta baixo poder tampão para o P e textura arenosa, as doses altas de P (120 e 180 kg.ha-1) não refletiram em retorno econômico nesse experimento, pois as elevadas doses podem ter promovido interação antagônica com o zinco (Zn), explicando a resposta linear negativa para MSV e MSA.

Conclusões

Embora eficiente em condições naturais de solo, a cultivar não apresentou comportamento esperado, tendo em vista que a resposta negativa às doses elevadas de P não condiz com a realidade do elemento e da cultura, bem como de resultados já comprovados em outros trabalhos. Com isso tem-se a necessidade de novos estudos com a mesa cultivar.

Palavras-chave: produção agrícola, fixação de P, ecótono.

Informações dos autores:

(1)Engenheiro Agrônomo; Universidade Estadual do Maranhão/UEMA; Imperatriz, MA;

(2)Estudante de Eng. Florestal; Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão/UEMASUL; Imperatriz, MA;

(3)Estudante de mestrado em Fitotecnia; UFERSA; Mossoró, RN;

(4)Estudante de Eng. Agronômica; UEMASUL; Imperatriz, MA.

 Disponível em: Anais do  XXXVI Congresso Brasileiro de Ciência do Solo,  Belém – PA, Brasil,2017.

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