Avaliação de resistência de cultivares de soja ao fungo Phakopsora pachyrhizi

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O objetivo deste trabalho foi avaliar o comportamento de diferentes cultivares de soja quanto à resistência do fungo Phakopsora pachyrhizi.

Autores :C. COSTA1; T. P. MATTOS1; I. J. MORAIS JÚNIOR1; M. C. P. LUIZ1; A. J. O. SANTANA1; G. F. GOMES1; A. P. O. NOGUEIRA1; O. T. HAMAWAKI1.

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

Resumo

A produção brasileira de soja (Glycine Max) na safra 2015/2016 foi de 95,631 milhões de toneladas, com área plantada de 33,177 milhões de hectares, perfazendo uma produtividade de 2.882 kg ha-1. Essa produção mantém o Brasil como segundo maior produtor mundial de soja. Mesmo com a evolução tecnológica, a soja ainda não atingiu seu maior potencial genético devido, principalmente, a problemas fitossanitários.

As doenças são responsáveis por reduzir a produtividade e influenciar a qualidade dos grãos e sementes. Dentre as doenças que afetam a cultura, destaca-se a ferrugem asiática da soja – FAS (Phakopsora pachyrhizi). Na soja, o controle de doenças utilizando cultivares resistentes tem sido efetivo para doenças como Cercospora sojina e Diaporthe phaseolorum f.sp. meridionalis.

O objetivo deste trabalho foi avaliar o comportamento de diferentes cultivares de soja quanto à resistência do fungo Phakopsora pachyrhizi. O experimento foi conduzido na fazenda experimental Capim Branco, pertencente à Universidade Federal de Uberlândia, no município de Uberlândia – MG, situada na latitude 18o 55’ 23’’ S, longitude 48o 17’ 19’’ W, a uma altitude de 872 m e média anual pluviométrica de 1.250 a 1.500 mm.

A semeadura foi realizada dia 22 de dezembro de 2016. O delineamento experimental foi de blocos casualizados, sendo 12 genótipos e 4 repetições. As cultivares avaliadas foram, Vencedora, P981Y30, TMG 7062, TMG 801, 6901, BRS 7270, TMG 2158, NS 6909, Desafio, 7415, CD 2737, NS 5909. Cada parcela foi constituída de 4 linhas de 5 metros, espaçadas de 0,50 metros entre fileiras. A parcela útil foi constituída das 2 linhas centrais, desconsiderando-se as 2 linhas laterais e 0,50 metros de cada extremidade, perfazendo 4,0 m2 para cada parcela.

As avaliações realizadas foram: porcentagem de severidade e incidência, efetuados visualmente no estádio R6. Para a estimativa da severidade da ferrugem da soja foi analisado 1 trifólio do terço médio de cada planta da parcela útil com auxílio da escala diagramática. A incidência da doença foi analisada nos terços inferior, médio, superior e topo de cada planta da parcela útil, observando o progresso da doença.

Os dados foram obtidos através das médias dos três avaliadores, evitando-se erros, por se tratar de uma análise visual. As médias foram submetidas à análise de variância a 5% de probabilidade. Para as variáveis severidade e incidência, não houve diferença significativa entre as cultivares de soja.

Palavras-chave: Doenças; Incidência; Severidade.

Informações dos autores:

1 Departamento de Produção vegetal, Instituto de Ciências Agrárias, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia – MG.

Disponível em: Anais do 50º Congresso Brasileiro de Fitopatologia, Uberlândia – MG, Brasil.

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