Assim foi conduzido um experimento com objetivo de estudar a eficiência de inseticidas no controle da lagarta-falsa-medideira Chrysodeixis includes em soja.

Autores: CASTRO, L.L.1; GONÇALO, T.P.1; ANDRADE, D.N.1; BARROS, K.R.O.1; COSTA, W.B.C.1; CRUVINEL, A.G.1

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização dos autores.

A cultura da soja apresenta uma área cultivada no Brasil de 33.909 milhões de hectares, na safra de 2016/2017 obteve uma produção de 114.075 milhões de toneladas e produtividade média de 3.364 kg ha-1 (CONAB, 2018). Nessa cultura um dos principais fatores que afetam a produtividade e a ocorrência de pragas (TOMQUELSKI et al., 2015). Embora todos dados apresentados fomente a soja, a cultura tem sido atacada por várias pragas, as quais podem ocorrer durante todo o seu ciclo.

A cultura abriga um número elevado de espécies de insetos, sendo que alguns causam sérios prejuízos e são considerados como pragas principais. HOFFMANN & CAMPO et al., (2000), afirmam que o ataque do complexo de lagartas na cultura da soja provoca a redução da área foliar fotossintética podendo ocorrer durante todo o desenvolvimento da cultura. A lagarta falsa- medideira- Chrysodeixis includes, até o final da década de 90, era considerada praga secundaria, sendo encontrada com maior frequência a partir da safra agrícola de 2003 (EMBRAPA, 2008). Além da desfolha, é comum se observar a campo o ataque de lagartas, geralmente grandes, em vargens já formadas de soja, potencializando os danos causados pela praga (TOMQUELSKI et al., 2015).

Assim foi conduzido um experimento com objetivo de estudar a eficiência de inseticidas no controle da lagarta-falsa-medideira Chrysodeixis includes em soja.

O ensaio foi conduzido em uma lavoura de soja da variedade CZ 37B19 LL, localizado no Centro de Inovação e Tecnologia GAPES (Grupo Associado de Pesquisa do Sudoeste) a 17° 48’58” latitude sul, 51°03’24” de longitude e 752 m de altitude, município de Rio Verde, estado de Goiás.

O delineamento estatístico experimental utilizado foi o de blocos casualizados, com sete tratamentos e três repetições. Foram estudados os seguintes tratamentos: 1. Testemunha; 2. Clorfenapir (240 i.a/ha); 3. Indoxacarbe (60 i.a/ha); 4. Benzoato de emamectina1 (7,5 i.a/ha); 5. Benzoato de emamectina2 (10 i.a/ha); 6. Espinetoran (38,4 i.a/ha); 7. Benzoato de emamectina + Metoxifenozida (7,5 + 22,5 i.a/ha). Os tratamentos Indoxacarbe e Benzoato de emamectina + Metoxifenozida nas dosagens testadas se mostraram eficientes para os dois casos testados em lagartas >1 cm e lagartas <1cm.

As parcelas de cada tratamento tiveram a dimensão de 6m x 6m, ou seja, 32m². Em cada parcela, nas linhas centrais, foram realizados quatro amostragens utilizandose pano de batida, sendo que em cada amostral foi avaliado o número de lagartas vivas. Foram realizadas quatro avaliações, sendo com uma prévia e as demais aos 3, 7,14, 21 e 28 dias após a aplicação dos produtos.

Os produtos foram aplicados em 19/01/2018, utilizando- se um pulverizador costal pressurizado com CO², munido de barra de 3m e pontas do tipo 110.015 espaçados 0,5m, trabalhando a uma pressão de 2,3 a 2,5 kgf/cm². Foram gastos aproximadamente 120 litros de calda por hectare, sendo que os tratamentos utilizados, assim com as respectivas doses encontram- se descritas no Quadro 1.

Tabela 1. Eficiência de inseticidas no controle de Chrysodeixis includens em soja. CIT GAPES, Rio Verde, GO, safra agrícola 2017/2018.

Aos 3, 7 e 14 dias para as lagartas maior que 1 cm podemos afirmar que os inseticida, Indoxacarbe e Benzoato de emamectina + Metoxifenozida não se diferiram estatisticamente referente ao controle, sobressaíram para as datas avaliadas, quando observamos o efeito residual do produto aos 21 e 28 dias temos os tratamentos com o Indoxacarbe e Benzoato de emamectina + Metoxifenozida permanecendo por mais tempo e obtendo um resultado satisfatório quando comparados com os de mais tratamentos.

Para as lagartas menores que 1 cm podemos afirmar que nenhum dos tratamentos diferiram estatisticamente entre si para as datas avaliadas 3, 7, e 14 dias após a aplicação. Quando avaliamos aos 21 e 28 dias após aplicação notamos uma perda de eficiência para os tratamentos de Benzoato de emamectina independentes das dosagens avaliadas, e quando adicionamos a mistura de Benzoato de emamectina + Metoxifenozida notou um período de maior controle.


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Podemos concluir que os tratamentos Indoxacarbe e Benzoato de emamectina + Metoxifenozida nas dosagens testadas se mostraram eficientes para o controle tanto de lagartas >1 cm como de e lagartas <1cm.

Referências

CONAB. COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Indicadores da Agropecuária,Observatório Agrícola, ano XXVII, fevereiro 2018. Disponível em: http://www.conab.gov.br. Acesso em 13 de março de 2018.

EMBRAPA. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Tecnologias de produção de soja – região central do Brasil – 2009 e 2010. Londrina-PR: Embrapa Soja: Embrapa Cerrados: Embrapa Agropecuária Oeste, 2008.

HOFFMANN-CAMPO, C. B.; MOSCARDI, F.; CORRÊA-FERREIRA, B. S.; OLIVEIRA, L. J.; SOSA-GOMEZ, D. R.; PANIZZI, A. R.; CORSO, I. C.; GAZZONI, D. L.; OLIVEIRA, E. B. de. Pragas da soja no Brasil e seu manejo integrado. Circular Técnica. Londrina: Embrapa Soja, 2000. n. 30. 70p.

TOMQUELSKI, G. V.; MARTINS, G. L. M. Eficiência de inseticidas sobre Spodopterafrugiperda(J. E. Smith, 1797) (Lepidoptera: Noctuidae) em milho na região dos Chapadões. Revista Brasileira de Milho e Sorgo, Sete Lagoas-MG, v. 6, n. 1, p. 26-39, 2007.

ABBOTT, W.S. A method of computing the effectiveness of an inseticide. Journal of Economic Entomology, College Park, v. 18, n. 1, p. 265-267, 1925.

Informações dos autores:  

1Grupo Associado de Pesquisa do Sudoeste Goiano (GAPES), Rio Verde-GO.

Disponível em: Anais do VIII Congresso Brasileiro de Soja. Goiânia – GO, Brasil.

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