Buva resistente e sua dessecação em pré semeadura na cultura da soja

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Objetivou-se avaliar a eficiência do manejo de herbicidas aplicados em pré-semeadura, de forma isolada ou em associação, única ou sequencial e em dois estádios de desenvolvimento vegetativo da buva.

Autores: Roger Nardi1, Mateus Dalpubel Mattiuzzi2, Tiago Bonin3, Fábio Henrique Krenchinski4, Leandro Paiola Albrecht5, Alfredo Junior Paiola  Albrecht 6, Vinicius Gabriel Canepelle Pereira7

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

A buva é uma das plantas daninhas com maior problemática decontrole, pois possui genótipos resistentes ao herbicida glyphosate e alta propagação.

Deste modo, objetivou-se avaliar a eficiência do manejo de herbicidas aplicados em pré-semeadura, de forma isolada ou em associação, única ou sequencial e em dois estádios de desenvolvimento vegetativo da buva.

Desenvolveu-se este trabalho no município de Palotina em duas áreas experimentais, com buva em estádio vegetativo de 4 a 6 folhas (3-5 cm) e na segunda área com 15 a 20 folhas (15-20 cm).

Os tratamentos foram:

  • testemunha;
  • glyphosate (1035 g ha-1);
  • glyphosate + 2,4-D (1035 + 703,5 g ha-1);
  • glyphosate + chlorimuron (1035 + 20 g ha-1);
  • glyphosate + cloransulan (1035 + 60 g ha-1);
  • glyphosate + cloransulan + chlorimuron (1035 + 60 + 20 g ha-1);
  • glyphosate + 2,4-D com sequencial após 7 dias de diuron + paraquat (1035 + 703,5 + 103 + 206 g ha-1);
  • glyphosate + 2,4-D com sequencial de saflufenacil (1035 + 703,5 + 60 g ha-1);
  • glyphosate + 2,4-D com sequencial de diuron + paraquat (1035 + 703,5 + 103 + 206 g ha-1);
  • glyphosate + saflufenacil (2520 + 60 g ha-1) e
  • saflufenacil (60 g ha-1).

Sendo o glyphosate em g.e.a/ha e demais herbicidas em g i.a./ha. Para realização do experimento utilizou-se do delineamento experimental de blocos ao acaso, com 4 repetições.

Foi avaliado a porcentagem de controle (0% controle nulo e 100% morte total das plantas) e a massa seca das plantas de buva por m².Para a aplicação utilizou-se de um pulverizador costal propelido a CO2, com vasão de 0,65 L min-1. Realizou-se a análise de variância e quando significativo às médias foram agrupadas por Scott-Knott (p<0,05).

O saflufenacil apresentou destaque no controle da buva, sendo que a altura das plantas influenciou no manejo, pois os tratamentos quando aplicados na buva de 3-5 cm obtiveram melhor performance.

Palavras-chave: Conyza spp., Glycine max, controle, massa seca.

Informações dos autores:

Universidade Federal do Paraná (UFPR), Palotina, PR, Brasil.

Disponível em:  Anais do XXX Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas. Conhecimento e Tecnologia a Serviço do Agricultor. Curitiba, Paraná, 2016.

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