Capacidade de armazenagem do Brasil cresce em ritmo menor que a produção agrícola

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De acordo com a previsão de safras, elaborada pela Conab a estimativa da produção de grãos para a safra 2015/16 poderá atingir entre 210,3 a 213,5 milhões de toneladas. O crescimento poderá ser de até 1,7% em relação à safra anterior. A área plantada está prevista situar-se entre 58,1 e 59 milhões de hectares. O crescimento previsto poderá ser de até 1,5% se comparada com a safra 2014/15.

Um fato que preocupa produtores e a sociedade como um todo, pois acaba elevando os custos de logística é o deficit de armazenagem registrado, pois segundo a Conab a capacidade estática no final de 2014 era de 149.5 milhões de toneladas e em 2015 151,6 milhões de toneladas (CONAB, 2016), ou seja aproximadamente 72% da expectativa total de produção.

Segundo Gallardo et al. (2010) a recomendação da FAO para que a capacidade estática de armazenagem de um país seja igual a 1,2 vezes sua produção agrícola anual, assim o Brasil deveria apresentar uma capacidade estática de 253 milhões de toneladas, ou seja 70% superior a capacidade atual.

Os estados do Mato Grosso (30.8), Rio Grande do Sul (28.6) e Paraná (28.3 milhões de toneladas) são os estados com maior capacidade de armazenagem instalada. Nos últimos 5 anos a capacidade de armazenagem cresceu 8,4% enquanto o crescimento da produção foi superior a 26% (Conab, 2016)

A capacidade instalada por estado e a evolução pode ser acessada no site da Conab.

Caso queira acompanhar esta evolução clique aqui.

Um trabalho elaborado pelos pesquisadores FERNANDES & ROSALEM, publicado em 2014 aborda O CENÁRIO DA ARMAZENAGEM NO BRASIL conclui que No Brasil o armazenamento de grãos na fazenda é baixo quando comparado a outros países. Em países desenvolvido desenvolvidos o sistema de armazenagem principal está na fazenda e secundariamente a armazenagem evolui para unidades coletoras e terminais, no Brasil ainda temos o cenário inverso.

Para aumentar o retorno econômico dos sistemas produtivos de grãos o Brasil precisa que as unidades armazenadoras sejam tecnicamente projetadas e convenientemente localizadas. Os números da capacidade de armazenagem de outros países na propriedade destacam o quanto a nossa capacidade de estocagem na fazenda é pequena. Na Argentina, na Austrália, no Canadá, nos Estados Unidos e na Europa, a participação dessas unidades é de 40%, 35%, 85%, 65% e 50%, respectivamente. No Brasil apenas 24% da capacidade estática está localizada nas fazendas, o que totaliza 20,10 milhões de toneladas.

No trabalho os pesquisadores apresentam também o gráfico a seguir (clique 2x para ampliar), onde percebe-se a evolução maior da produção agrícola a partir da safra 2009/10 e o deficit de armazenagem crescente a partir de então.armazenagem no brasil

 O trabalho completo dos pesquisadores FERNANDES & ROSALEM pode ser acessado para leitura na integra clicando aqui.

Mesmo com a evolução da capacidade de armazenagem ainda o ritmo é baixo e a produção e produtividades obtidas crescentes, o que incrementa o deficit e exige medidas governamentais de planejamento, pois armazenas fora das fazendas e em número inferior a capacidade produtiva encarecem os custos de produção, especialmente os considerados “fora da porteira” onde observa-se a grande desvantagem de alguns estados produtores.

Fonte: Equipe Mais Soja, com dados da Conab e dos pesquisadores FERNANDES & ROSALEM.

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