Chuvas mal distribuídas no RS não agradam sojicultores

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As chuvas ocorridas na última semana trouxeram um pequeno alento aos produtores, pelo menos onde ocorreram de fato, pois em muitos municípios choveu muito pouco ou mesmo nada. Nas cultivares com período maior de crescimento até a floração, espera-se uma retomada na evolução das plantas até a plena floração, com as plantas entrando nesse estágio com maior área foliar e porte mais adequado. Essa perspectiva ainda é possível para 60% das lavouras que se encontram em desenvolvimento vegetativo, mas ainda assim, dependerá da sequência de chuvas nos próximos dias ou semanas.

Todavia, para aquelas que se encontram em adiantado estágio de floração (30%) e em formação dos grãos (10%), as preocupações são muito grandes pelo pequeno porte das plantas, principalmente em cultivares muito precoces, o que poderá comprometer bastante a produtividade final. Em condições de solos mais declivosos e/ou rasos, já há lavouras com sintomas de amarelecimento das folhas e murcha de plantas em reboleiras (áreas definidas dentro de uma mesma lavoura). Nas lavouras implantadas há menos tempo e que não tiveram oportunidade de um enraizamento mais profundo, já se notam falhas pela morte de plantas.

As condições meteorológicas das próximas semanas serão decisivas para obtenção de uma boa safra. Dada a fase em que se encontra a cultura, um bom regime de chuvas durante esse período ainda é capaz de garantir plena recuperação às lavouras e produtividades aceitáveis.

Fonte: EMATER/RS

Texto originalmente publicado em:
Informativo Conjuntural Nº1485
Autor: EMATER/RS

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