Chuvas prejudicam tratos culturais nas lavouras de soja no Paraná

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A interrupção da janela de aplicação preventiva de defensivos agrícolas nas lavouras de soja nesta safra tem sido uma preocupação dos produtores paranaenses. O excesso de chuvas que vem ocorrendo desde o início da semeadura do ciclo 2015/16 tem impedido que os pulverizadores entrem em campo para a realização das aplicações preventivas. Henrique Spilka, produtor na região de Mamborê (Norte), está preocupado com o aparecimento de doenças.
Em uma área plantada de 48 hectares, Spilka já registrou pequenos focos de ferrugem asiática. “Adiei a aplicação em 15 dias em comparação à programação normal”, afirma ele. O alívio veio nesta semana, quando parou de chover na região. Mesmo com essa preocupação, Spilka observa que o desenvolvimento da lavoura não está ruim, já que, na opinião dele, um período de seca seria bem pior do que o excesso de chuva. Ao todo, ele espera colher entre 50 e 62,5 sacas por hectare de soja.
O chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Francisco Simioni, afirma que o desenvolvimento das plantas de soja está normal. O problema, frisa ele, é apenas a manutenção da lavoura, a exemplo da aplicação de defensivos que combatem a ferrugem asiática.
“A situação das lavouras está normal, com ressalva aos tratos naturais que foram prejudicados”, destaca. Mesmo com os problemas climáticos, o Deral mantém a previsão de safra da oleaginosa que deve atingir neste ciclo o montante de 18,10 milhões de toneladas, 7% a mais se comparado ao mesmo período do ano passado, quando o Estado produziu 16,95 milhões de toneladas da oleaginosa.
O incremento em 3% na área plantada é uma das razões pela estimativa de crescimento na produção de soja. No período 2015/16 o Estado semeou 5,26 milhões de hectares, contra 5,10 milhões de hectares plantados na safra passada. O rendimento para este ano das lavouras do Paraná está estimado em 3.438 quilos por hectare (kg/ha), contra 3.321 kg/ha contabilizados na safra anterior.
Os preços mais elevados pagos aos produtores pela commodity tem dado uma sensação de segurança por parte do sojicultor. Em 2015, segundo cálculos do Deral, a média de preço pago pela saca da oleaginosa fechou em R$ 61,50, contra R$ 59,03/sc contabilizado na média de 2014. A média do primeiro dia útil de janeiro, dia 4, fechou com o valor da saca pago ao agricultor em R$ 68,41/sc.
A elevação de preços é comemorada pelos produtores de soja, mas não com muito entusiamo, já que produzir soja nesta safra ficou mais caro. O custo variável de produção, que engloba os gastos dos agricultores com mão de obra, máquinas e equipamentos, sementes, fertilizantes, entre outros, registrou em novembro do ano passado R$ 33,39 por saca do grão, contra R$ 28,07/sc contabilizado em novembro de 2014.

Ferrugem da soja
A incidência de ferrugem no ciclo 2015/16 no Paraná até agora, segundo dados do consórcio AntiFerrugem, site alimentado pela Embrapa Soja com informações da doença, apontou o aparecimento de 117 ocorrências. Em toda a safra 2014/15 o número de ocorrências não passou de 90. O Estado lidera nacionalmente o ranking de maior número de ocorrências com a ferrugem asiática.

Fonte: Folha Web

Autor: Ricardo Maia

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Texto originalmente publicado em:
Folha Web
Autor: Ricardo Maia

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