O USDA divulgou seu novo relatório de acompanhamento da safra 18/19 dos EUA, trazendo atualizações para as lavouras de algodão, que estão em pleno desenvolvimento.

Nesse sentido, o departamento informou que 86% das lavouras já estão em período de formação das maçãs, enquanto que 17% apresentam abertura dos capulhos, ambos em ritmo muito próximo do que foi observado na média dos últimos cinco anos.

No que tange às condições das lavouras, neste momento 42% se encontram em condições boas e excelentes, enquanto que, em relação ao mesmo período da safra passada, ainda continuam 21 p.p. menores.

Mesmo com a parcial recuperação da produção da pluma no novo relatório do USDA, esta ainda segue 7,9% abaixo à da safra anterior, passando a ser estimada em 4,19 milhões de toneladas. Assim, com a colheita se aproximando, as atenções do mercado devem continuar voltadas para o acompanhamento da safra norte-americana.

Confira os principais destaques semanal do Algodão: 

• Ainda absorvendo o relatório baixista de oferta e demanda divulgado pelo USDA, as cotações na bolsa de NY apresentaram queda de 6,02% e 5,58% para os contratos de dez/18 e jul/19, respectivamente.

• Na última semana o dólar exibiu alta de 3,02%, ficando cotado a uma média de R$ 3,91/US$, influenciada, principalmente, pelo atual cenário político brasileiro.

• As cotações dos subprodutos de algodão em MT apresentaram desvalorização nesta última semana. Assim, o caroço, a torta e o óleo recuaram 1,67%, 2,09% e 2,74%, respectivamente.

• A colheita de algodão em MT continua apresentando bons avanços, exibindo nesta semana 13,79 p.p. e com isso já alcança 52,98% da área estimada.

PREÇO EM QUEDA:

Com o avanço da colheita de algodão em Mato Grosso, os preços praticados no mercado disponível vêm recuando e assim já acumulam na primeira quinzena de agosto queda de 4,5% em relação ao mês de julho, apresentando média de R$ 103,0/@ no Estado.

Apesar da boa produtividade nos campos até o momento e da perspectiva de mais um recorde de produção na safra mato-grossense, os preços ainda estão 36,3% mais valorizados quando comparados com os do mesmo período do ano passado, em decorrência da ampla procura pelo produto no mercado mundial.

Assim, diante da queda nos preços no mercado interno e das vendas adiantadas para o período, os produtores vêm segurando as vendas, a fim de tentar negociar a pluma remanescente a preços mais valorizados e garantir uma maior lucratividade.

Fonte: IMEA

Texto originalmente publicado em:
Boletim semanal do Algodão
Autor: IMEA

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