Na primeira quinzena de agosto as cotações do milho na bolsa B3 já apresentam valorização de 8,26%, fechando esse período com uma média de R$ 41,58/sc.

A alta dos preços nessa temporada de entrada de safra é considerada atípica, mas vem sendo sustentada diante da demanda das agroindústrias e do setor pecuário, enquanto que os produtores do cereal vêm segurando novas negociações devido às incertezas quanto ao frete rodoviário.

Além disso, as preocupações quanto à oferta do cereal em grande parte dos estados produtores também têm limitado novas vendas. Em MT, mesmo com a colheita quase finalizada, os preços também estão sendo influenciados pela demanda do mercado interno e já acumulam um ganho de 7,40% e preço médio de R$ 21,17/sc.

Apesar da valorização, o diferencial de base MT-B3 demanda atenção, visto que vem se ampliando com o aumento do custo com o frete de transporte no Estado.

Confira os principais destaques do boletim:

• Diante da alta demanda pelo milho disponível no mercado interno, o preço do cereal mato-grossense exibiu um aumento de 2,11%, fechando com cotação média de R$ 21,77/sc.

• Mesmo com a queda nas cotações da bolsa de Chicago, a valorização do dólar fez com que a paridade para jul/19 encerrasse a semana com incremento de 2,69%.

• Na última semana o dólar exibiu um aumento de 3,02% e cotação média de R$ 3,91/US$, influenciado, principalmente, pelo cenário político no Brasil.

• Já na reta final, a colheita de milho em Mato Grosso apresentou um avanço semanal de 2,97 p.p. e com isso já alcança 98,91% do total da área estimada.

MAIS UM RECORDE:

Na safra 18/19 dos EUA, já vêm sendo relatados os primeiros trabalhos com a colheita de milho. E nesse sentido, os dados das lavouras continuam otimistas e melhores do que em relação aos anos anteriores em grande parte do tempo, sendo que o USDA divulgou em seu novo relatório que 68% das áreas estão em boas e excelentes condições.

No que tange aos principais estados produtores, Illinois e Iowa, a situação está acima da média, com as lavouras apresentando 76% e 73% das áreas em iguais condições, respectivamente.

Os bons volumes de chuvas no período de desenvolvimento, principalmente no meio-oeste, têm sido o principal fator para a excelente produtividade e assim o USDA passa a estimar um novo recorde de produção para a safra do milho norte-americano, em 370,5 milhões de toneladas.

Diante disso, um tom baixista se instalou nas cotações da CME e daqui para frente os trabalhos com a colheita serão determinantes para a consolidação dos resultados.

Fonte: IMEA

 

 

Texto originalmente publicado em:
Boletim semanal do Milho
Autor: IMEA

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