Competição de plantas daninhas no desenvolvimento vegetativo do milho no município de Rolim de Moura-RO

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O trabalho teve o objetivo de avaliar a influência de períodos de convivência com plantas daninhas sobre a altura de planta e o diâmetro de colmo de milho

Autores: Andressa Graebin Ferreira1, Marcos Gomes Siqueira1 Weverton Peroni Santos1 Marina Conceição do Carmo1 e Marta Raiara Gomes Santos1

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

RESUMO

O presente trabalho teve o objetivo de avaliar a influência de períodos de convivência com plantas daninhas sobre a altura de planta e o diâmetro de colmo de milho. O experimento foi instalado no campus experimental do curso de agronomia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), localizado no município de Rolim de Moura RO. Foi adotado o delineamento experimental em blocos casualizados, com oito tratamentos e três repetições.

Os tratamentos foram:

Sem capina durante todo o ciclo da cultura (testemunha);

Início da capina a partir de 2, 4, 6, 8 e 10 semanas após a emergência das plântulas até o pendoamento;

E com capina no período entre o pendoamento e a colheita sendo a remoção das plantas daninhas realizada mediante o uso de capina manual.

Cada parcela foi constituída por cinco linhas do híbrido AG 1051 cultivado em safrinha, espaçadas a 0,45 m entre linhas e com dois metros de comprimento (2 x 2 m), totalizando uma área de 4 m2 para cada parcela.

Para fins de avaliação foram considerados como área útil a linha central de cada parcela. As variáveis analisadas foram: altura da base da planta rente ao solo até a última folha totalmente expandida aferida com o auxílio de fita métrica; diâmetro de colmo a 5 cm de altura acima do solo mensurado com paquímetro, ao decorrer do experimento foram realizados todos os tratos culturais para o bom desenvolvimento da cultura, os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e quando significativos aplicados ao teste de Tukey a 5 % de probabilidade para comparação das médias. A altura da planta obtida no tratamento com capina durante todo o ciclo da cultura aumentou em aproximadamente 70 cm quando comparando com a testemunha sem capina.

A capina a partir da oitava semana mostrou se claramente uma relação de competição entre as plantas daninhas e a cultura, tendo uma redução na altura da planta, já em relação ao controle das plantas daninhas a partir da décima semana até o pendoamento, obteve os menores resultados, o diâmetro do colmo foi inferior estatisticamente quando a capina foi realizada a partir da quarta semana após a emergência evidenciando relação direta no controle das plantas daninhas.

Conclui-se que o milho é sensível as plantas daninhas, evidenciando que o controle dessas plantas deve ser realizado logo no inicio para que não venha a interferir no desenvolvimento da cultura.

Palavras-chave: Capina, Híbrido, Zea mays L.

Informações do autores:     

1Graduando em Agronomia – UNIR, Rolim de Moura-RO.

Disponível em: Anais do II Simpósio Nacional sobre Plantas Daninhas em Sistemas de Produção Tropical, Alta Floresta – MT , Brasil.

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