Conab analisa a conjuntura semanal do mercado de Arroz

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No Estado do Mato Grosso, mais especificamente no município de Sorriso, o valor do arroz apresentou estabilidade na semana e no mês. Na comparação anual, o produto acumula uma valorização de 19,05%. Na média dos preços dos municípios do Estado do Mato Grosso, houve na semana estabilidade, no mês, valorização de 0,26%. No ano, o produto acumula um ganho de 24,75%, estando o produto cotado no patamar de 49,55 (R$/60kg).

No atacado do arroz beneficiado longo fino tipo 1, na semana em questão, observou-se retração de 4,77%, ficando o fardo de 30 Kg de arroz beneficiado cotado à vista em R$ 60,12 em São Paulo. No mês, o arroz registrou desaquecimento de 1,17% e, no ano, de 0,51%. O mercado atacado retornou ao patamar de preços semelhante ao dos dois últimos períodos comerciais, revertendo o movimento de alta das últimas semanas. Sobre a safra 2014/15, e comercializada no período comercial 2015/16, observou um deslocamento da sazonalidade negativa dos meses de Março e Abril para os meses de Maio e Junho em virtude da maior dificuldade na obtenção de crédito pelos agricultores no período. Hoje, no mercado ao produtor do RS, observa-se uma oferta restrita por parte dos agricultores e uma demanda menos aquecida do que a observada nos últimos dois meses. Esse menor apetite de compra por parte das indústrias de beneficiamento reflete o momento de bom volume de estoque, adquirido nas últimas semanas, e os elevados preços na Região Sul.

Ademais, a produção interna da safra 2014/2015 de 12,4 milhões de toneladas não configura em fator de desvalorização do arroz, pois um saldo da balança comercial do produto em 600 mil toneladas e uma manutenção do consumo no patamar de 12,0 milhões de toneladas são estimados para o atual período comercial. Ou seja, haverá mais demanda do que oferta do grão e com isso projeta-se um mercado com viés de alta para este segundo semestre. Para a próxima safra 2015/2016, a conab estima uma produção por volta de 12,1 milhões de toneladas, abaixo do volume de da safra 2014/15, em virtude do aumento dos custos de produção e a subseqüente redução de tecnologia empregada no campo. Todavia, o consumo brasileiro não sofre grande variação nos últimos 10 anos, estando previsto nos mesmos 12 milhões de toneladas para a próxima safra. Ou seja, com o mercado ajustado entre a produção e consumo interno, o comportamento do dólar será fundamental na definição do equilíbrio do abastecimento brasileiro de arroz.

No mercado de arroz tailandês, na semana o preço do grão apresentou imutabilidade e, no mês, baixa de 0,27%, todavia, em virtude da redução de produção em importantes áreas em decorrência do fenômeno El Niño, há viés de alta no médio prazo no mercado asiático. No ano, indo de encontro à antiga política intervencionista do Governo da Tailândia, a cotação do arroz sofreu redução de 15,44% e ainda não recuperou o patamar anterior ao estabelecimento de tal política, porém, há tendência de alta no médio e longo prazo em virtude da provável diminuição da presença do arroz indiano no mercado internacional. No mercado de arroz norte-americano, na semana houve estabilidade e, no mês, queda de 6,54% nos preços. Na comparação anual, identifica-se aumento de 12,36% na cotação do produto. No mercosul, mais precisamente na Argentina e no Uruguai, o preço do produto apresentou na semana e no mês imutabilidade. No ano, o arroz perdeu valor na Argentina em 10,83% e, no Uruguai, de 10,00%.

No atual período comercial 2015/16 nos sete primeiros meses de analise, de Março até Setembro de 2015, observa-se um relevante saldo de 442,4 mil toneladas em base casca. Como principais países compradores em Setembro, destacam-se a Venezuela na aquisição de 60,0 mil toneladas de arroz em casca e o Mali na aquisição de arroz polido inteiro e quebrado. Na soma de todas as vendas no mercado internacional em Setembro, o Brasil exportou 133,1 mil toneladas. Sobre as compras nacionais de arroz internacional, o Paraguai, já consolidado como maior exportador para o mercado brasileiro, comercializou 12,5 mil toneladas de arroz branco beneficiado em uma média de US$ 323,93 por tonelada, muito abaixo da média de preço negociado do arroz brasileiro branco beneficiado de US$ 419,38 por tonelada. Cabe destacar que o arroz paraguaio tem sido direcionado em sua maioria para os mercados de São Paulo e Minas Gerais. Na soma de todas as compras no mercado internacional em Julho, o Brasil importou 27,5 mil toneladas.

Fonte: CONAB

Autor: Sérgio Roberto Gomes dos Santos Júnior – Analista de Mercado – sergio.santos@conab.gov.br – www.conab.gov.br

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Texto originalmente publicado em:
CONAB
Autor: Sérgio Roberto Gomes dos Santos Júnior

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