Conab apresenta a conjuntura do arroz de 14/12 a 18/12

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Na semana em questão, no município de Pelotas (RS), o preço do arroz registrou estabilidade e, no mês, leve baixa de 1,54%, movimento contrário à valorização anual do grão de 9,53%. Na média dos preços do Estado do Rio Grande do Sul, observou-se na semana amena retração de 0,25% e, no mês, de 0,72%. Na análise da evolução anual dos preços, observou-se uma valorização de 9,27% do grão, estando o arroz em casca cotado em 39,95 (R$/50kg). No Estado do Mato Grosso, mais especificamente no município de Sorriso, observou-se, na semana e no mês, alta de 7,84%. Na comparação anual, o produto acumula uma valorização de 25,00%. Na média dos preços dos municípios do Estado do Mato Grosso, houve, na semana e no mês, valorização de 8,80%%. No ano, o produto acumula um ganho de 31,52%, estando o produto cotado no patamar de 55,00 (R$/60kg). No atacado do arroz beneficiado longo fino tipo 1, na semana em questão, observou-se expansão de 2,80%, ficando o fardo de 30 Kg de arroz beneficiado cotado à vista em R$ 64,20 em São Paulo. No mês, o arroz registrou aquecimento de 0,58% e, no ano, de 2,12%. A alta observada no atacado ocorre devido às valorizações das cotações ao produtor na Região Sul do país nos meses de Outubro e Novembro de 2015. Hoje, no mercado ao produtor do RS, observam-se uma oferta restrita por parte dos agricultores, preocupados com os tratos da nova safra plantada, e uma demanda fraca em virtude do período de férias escolares e de férias coletivas das principais indústrias de beneficiamento. Esse menor apetite de compra por parte das indústrias reflete, também, o momento de bom volume de estoque, adquirido nos últimos meses. Para a próxima safra 2015/2016, a conab estima uma produção por volta de 11,9 milhões de toneladas, abaixo do volume de da safra 2014/15, em virtude do aumento dos custos de produção e a subseqüente redução de tecnologia empregada no campo. Somado a isso, pode-se afirmar que as recentes fortes chuvas no estado do RS e o conseqüente plantio fora da janela ideal de cultivo serão variáveis de redução da produtividade. Todavia, o consumo brasileiro não sofre grande variação nos últimos 10 anos, estando previsto nos mesmos 12 milhões de toneladas para a próxima safra. Ou seja, com o mercado ajustado entre a produção e consumo interno, o comportamento do dólar será fundamental na definição do equilíbrio do abastecimento brasileiro de arroz. No mercado de arroz tailandês, na semana o preço do grão apresentou leve baixa de 1,92% e, no mês, de 2,19%, todavia, em virtude da redução de produção em importantes áreas em decorrência do fenômeno El Niño, há viés de alta no médio prazo no mercado asiático. No ano, indo de encontro à antiga política intervencionista do Governo da Tailândia, a cotação do arroz sofreu redução de 15,80% e ainda não recuperou o patamar anterior ao estabelecimento de tal política, porém, há tendência de alta no médio e longo prazo em virtude da provável diminuição da presença do arroz indiano no mercado internacional. No mercado de arroz norte-americano, na semana houve redução de 1,84% e, no mês, de 4,00% nos preços. Na comparação anual, identifica-se queda de 10,95% na cotação do produto. No mercosul, mais precisamente na Argentina e no Uruguai, o preço do produto apresentou na semana e no mês reduções, sendo a redução argentina mais acentuada. No ano, o arroz perdeu valor na Argentina em 14,83% e, no Uruguai, de 14,00%. No atual período comercial 2015/16 nos nove meses de analise, de Março até Novembro de 2015, observa-se um relevante saldo de 654,6 mil toneladas em base casca. Como principais países compradores em Novembro, destacam-se a Venezuela na aquisição de 30,0 mil toneladas de arroz em casca e Cuba na aquisição de 29,0 mil toneladas de arroz polido inteiro em uma média de US$336,20 por tonelada. Na soma de todas as vendas no mercado internacional em Novembro, o Brasil exportou 186,9 mil toneladas. Sobre as compras nacionais de arroz internacional, o Paraguai, já consolidado como maior exportador para o mercado brasileiro, comercializou 21,5 mil toneladas de arroz branco beneficiado em uma média de US$ 312,43 por tonelada, abaixo da média de preço negociado do arroz brasileiro branco beneficiado de US$ 385,74 por tonelada. Cabe destacar que o arroz paraguaio continua sendo direcionado em sua maioria para os mercados de São Paulo e Minas Gerais. Na soma de todas as compras no mercado internacional em Novembro, o Brasil importou 47,6 mil toneladas e representou uma leve retração em relação ao mês de Outubro, no qual o volume foi de 54,0 mil toneladas.

Fonte:  Conab

Autor: Sérgio Roberto Gomes dos Santos Júnior – Analista de Mercado – Fone (61) 3312-6245, e Fax (61) 3321-2029 – sergio.santos@conab.gov.br – www.conab.gov.br

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Texto originalmente publicado em:
Conab
Autor: Sérgio Roberto Gomes dos Santos Júnior

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