Consenso: Milho faz falta!

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A maioria dos problemas fitossanitários verificados na última safra poderiam ter sido amenizados- e alguns até eliminados – se o o produtor tivesse plantado milho em pelo menos um terço da área. A afirmação é consenso entre os profissionais do Departamento Técnico da Cotrijal e também da pesquisa.

A avaliação é de que a redução das áreas de milho está gerando, ano após ano, impacto econômico direto em muitas propriedades, porque demanda o aumento da necessidade do uso de químicos. Na última safra, em função do clima, pela ocorrência de fungos de solo, implicou inclusive na necessidade de replantio da soja em algumas áreas. “Não temos dúvidas de que o milho faz falta no sistema de rotação. O produtor precisa rever seu planejamento para evitar dificuldades ainda maiores nos próximos anos”, alerta o superintendente de Produção Agropecuária da Cotrijal, Gelson Melo de Lima.

Além de auxiliar no manejo fitossanitário, quebrando o ciclo de doenças, pragas e plantas daninhas, o milho é a cultura mais importante em termos de adição de palhada ao solo. Sozinho, fornece pelo menos 12 toneladas de palha por hectare, atendendo praticamente toda a demanda do solo. “Os problemas de erosão enfrentados no Rio Grande do Sul devem-se a baixa adição de palhada e ausência de plantas na lavoura em períodos de entressafra”, aponta Lima.

Fonte: Jornal da Cotrijal (Ano 19, nº 223 – Maio 2018)

Texto originalmente publicado em:
Cotrijal
Autor: Jornal Cotrijal

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