Dados de empregos formais no Mato Grosso

117

O Ministério do Trabalho (MTE) publicou na última semana os dados consolidados dos empregos formais para 2017. As informações mostraram que Mato Grosso encerrou o ano passado com saldo positivo, após dois anos seguidos de retração, colocando o Estado no quarto lugar no ranking nacional. Em números, o saldo registrado foi de 15.985 empregos, tendo como setores mais expressivos para este resultado o de serviços e a agropecuária, que apresentaram saldo de 5.213 e 4.292, respectivamente.

Quando analisados a nível nacional, o saldo de empregos fechou com queda de 20.832, ou seja, o número de demissões superou o número de contratações mesmo com a retomada econômica, impactado principalmente pela queda nos setores da construção civil e indústria de transformação. Apesar do resultado nacional não muito favorável, os indicadores de empregos já vêm revelando uma melhora quando comparados aos principais anos de crise.

Alguns destaques do boletim:

• O dólar variou -2,7% no mês, segundo a expectativa do Relatório Focus, pautado principalmente no cenário interno.

• Os estoques de empregos formais e empregos do agro em Mato Grosso sofreram uma queda de 1,2% e 1,3%, respectivamente, em dezembro/17. Os setores da agropecuária e construção civil tiveram uma contribuição considerável para essa redução nas contratações.

• Os índices do varejo mostraram-se mais elevados no primeiro mês do ano, com exceção do índice da carne suína, que obteve uma queda de 4,4%.

• A cesta básica essencial encerra o mês de jan/18 com variação de 7,8%, no comparativo com o mês anterior, passando a valer R$ 424,73, maior valor já registrado desde nov/16.

Na última semana foi divulgado pelo Imea o primeiro indicativo da cesta básica para 2018. Os dados do mês de janeiro revelaram um aumento de 3,3% quando comparados aos do mesmo período do ano anterior, sendo puxado principalmente pelo aumento nos preços da carne bovina (4,1%) e do tomate (63,3%), componentes que possuem as maiores participações na cesta básica. Apesar da desaceleração da inflação nos últimos dois anos, o reajuste do salário mínimo estabelecido pelo governo federal no início deste ano não acompanhou a inflação acumulada do ano anterior, visto que o salário mínimo foi reajustado em 1,8%, enquanto a inflação acumulada em 2017 foi de aproximadamente 3,0%.

Este fato acaba impactando o poder de compra do consumidor e, consequentemente, a jornada de trabalho necessária para adquirir a cesta básica. Em janeiro/18 o trabalhador cuiabano remunerado pelo salário mínimo comprometeu quase 98h da jornada mensal, 1h37min a mais que em janeiro/17, a fim de adquirir os gêneros essenciais.

Confira o boletim completo aqui

Fonte: IMEA

Texto originalmente publicado em:
Boletim Conjuntura Econômica - IMEA
Autor: IMEA

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA