Os avanços tecnológicos na área de defensivos são, na prática, resultados de décadas de pesquisas científicas do poder público e iniciativa privada. Os produtos têm uma série de trâmites e exigências legais a serem cumpridas antes da liberação para uso, como procedimentos de segurança pré-definidos e um controle criterioso, o que vale da fabricação até a venda, do uso nas lavouras até a análise de amostras de alimentos já colhidos para análises em laboratório. Isso faz com que seja uma cadeia de alto controle e de responsabilidades econômica, ambiental e social. Mas, todo esse esforço de cada elo da cadeia não costuma ser facilmente reconhecido pela opinião pública.

A legislação define vários protagonistas, sendo o agricultor, o agrônomo e o fornecedor, os principais. Cada um tem uma responsabilidade muito bem definida, conforme explica o advogado e chefe do departamento de direito administrativo e meio ambiente da Coamo, Djalma Lucio Oliveira. O advogado diz que no dia a dia, a Lei é cumprida de forma exemplar, mas é preciso ficar atento aos detalhes e riscos que os atores desse processo estão sujeitos.



O uso dos defensivos agrícolas no Brasil é regido pela Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989, que foi publicada em 2002, pelo decreto 4.074/02, momento em que a fiscalização foi intensificada.

Apesar de o Brasil ser o maior exportador do mundo de café, soja e suco de laranja, e um dos maiores na produção de vários outros alimentos, os produtores ocupam apenas o 11º lugar no ranking mundial do uso de defensivos agrícolas em relação ao volume total produzido, ainda segundo a FAO. Isso mostra algo que é desconhecido à imagem que circula no senso comum. Os produtores rurais, na verdade, são os que mais buscam a economia no uso de defensivos agrícolas. A cada aplicação que deixa de ser feita em uma lavoura há um ganho financeiro significativo, além de todo o ganho ambiental e outros benefícios intangíveis.


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Fonte: Portal da Cooperativa Coamo
Texto originalmente publicado em:
Portal da Cooperativa Coamo
Autor: Portal da Cooperativa Coamo

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