Este trabalho objetivou analisar, em áreas de cultivo de arroz irrigado, o desempenho agronômico de 14 cultivares de soja, em três épocas distintas de semeadura, espaçadas de 15 dias entre elas.

Autores: HEIFFIG DEL AGUILA, L.S. 1; VERNETTI JUNIOR, F.J. 1; FRICK, L.P.F. 2

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização dos autores.

A expressão do potencial produtivo da cultura da soja numa dada região está intimamente ligado às interações entre fotoperíodo, temperatura do ar, disponibilidade de água e fertilidade do solo, principalmente. Esse conhecimento é muito importante a todos aqueles envolvidos com a cultura, mormente produtores, pesquisadores e melhoristas, ao selecionarem cultivares e escolherem épocas de semeadura (ZHANG et al., 2001).

Este trabalho objetivou analisar, em áreas de cultivo de arroz irrigado, o desempenho agronômico de 14 cultivares de soja, em três épocas distintas de semeadura, espaçadas de 15 dias entre elas.

O experimento foi conduzido na área experimental da Embrapa Clima Temperado, Estação Terras Baixas, no Capão do Leão, RS, na safra 2016/2017. O solo da área experimental foi classificado como Planossolo Háplico Eutrófico solódico, um solo típico para cultivo de arroz irrigado. A fertilização do solo, tratos culturais e manejo da cultura seguiram as indicações técnicas vigentes para a soja no Sul do Brasil. As datas de semeadura foram: 1ª época – 15/11/2016; 2ª época – 30/11/2016; 3ª época – 15/12/2016.


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O delineamento experimental foi em blocos completos casualizados, com três repetições. O primeiro fator tendo sido constituído por 14 cultivares ou genótipos (Brasmax Garra, Brasmax Vanguarda, TEC IRGA 6070RR, BMX Potência RR, BRS PAMPA RR, CD 2737, BRS 246 RR, BMX Turbo RR, PEL BR106028, PF 103251, BRBII-16404, BMX Apolo RR, NA 5909 RR, PEL BR106005) e o segundo por 3 épocas de semeadura.

O controle de pragas, doenças e plantas daninhas foi efetuado conforme as indicações técnicas para a cultura. Os dados de precipitação pluvial e temperatura do ar durante o período de execução do experimento estão apresentados na Figura 1.

Figura 1. Precipitação pluvial durante o ciclo de desenvolvimento da cultura da soja.

A produtividade de grãos foi avaliada por meio da colheita das plantas presentes na área útil das parcelas, sendo os dados corrigidos para 13% de umidade. Os dados foram submetidos à análise de variância e teste F (p<0,05). Quando constatado efeito de tratamentos, as médias foram comparadas pelo teste de Tukey.

Durante o ciclo da cultura ocorreu pouca variação na distribuição de chuvas, havendo chuvas exponenciais, o que acarretaram em encharcamentos decorrentes principalmente do tipo de solo, além de umidade até a fase de colheita (Figura 1).

Os resultados de produtividade de grãos observados no ano agrícola 2016/17 nas três épocas de semeadura estão na Tabela 1. A análise de variância foi significativa para cultivar/genótipo e para época, apresentando pouca interação entre esses fatores. Observa-se que houve variação na posição ocupada pelas cultivares ou genótipos, quanto a produtividade, nas três épocas de semeadura.

Tabela 1. Produtividade de grãos de soja (kg ha-1) em 14 cultivares ou genótipos semeadas em três distintas épocas de semeadura.

Na primeira época destacam-se como as de maior produtividade, respectivamente em ordem decrescente, Brasmax Garra, TECIRGA 6070RR, Brasmax Vanguarda, BMX Potência RR e PEL BR106005. Para a segunda época utilizando-se o mesmo critério anterior, apresentam-se: Brasmax Garra e Brasmax Vanguarda. Finalmente para última época de semeadura destaca-se a cultivar Brasmax Garra como o melhor e PEL BR106005 como pior. Analisando-se as épocas de semeadura, observa-se PEL BR106005 e BRS 246 RR na primeira e segunda época apresentaram melhor desempenho agronômico para rendimento de grãos, em detrimento da terceira época de semeadura.

Referências

ZHANG, L.; WANG, R.; HESKETH, J. D. Effects of photoperiod on growth and development of soybean floral bud in different maturity. Agronomy Journal,v. 93, p. 944–948, 2001.

Informações dos autores:  

1Embrapa Clima Temperado, Estação Experimental Terras Baixas, Capão do Leão, RS;

2Universidade de Pelotas, Faculdade de Agronomia “Eliseu Maciel”.

Disponível em: Anais do VIII Congresso Brasileiro de Soja. Goiânia – GO, Brasil.

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