Efeito de diferentes fungicidas no controle de doenças foliares na cultura do milho cultivado em condições de campo na região dos Chapadões

O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência do uso de diferentes fungicidas no controle de doenças foliares na cultura do milho

Autores:    MOURA, S.S.2; BORGES, E.P.2; DIAS, A.R.2; KRUG, N.C.2; SOUZA, H.M.2

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

Resumo

O milho (Zea mays) é uma das mais importantes culturas do mundo, e um dos fatores que limitam a produção são as doenças. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência do uso de diferentes fungicidas no controle de doenças foliares na cultura do milho cultivado na safrinha, bem como seu incremento na produtividade.

O ensaio foi conduzido em Chapadão do Sul-MS, com delineamento em blocos casualizados com quatro repetições, onde, todos os tratamentos receberam pulverizações nos estádios fenológicos V8, pré-pendão e 15 dias após o pré-pendão, com diferentes fungicidas:

Piraclostrobina+Epoxiconazol (250 mL ha-1);

Trifloxistrobina+Tebuconazol (600 mL ha-1);

Azoxistrobina+Tebuconazol (500 mL ha-1);

Piraclostrobina+Fluxapiroxade (300 mL ha-1);

Azoxistrobina+Benzovindiflupyr (200 g ha-1);

Trifloxistrobina+Protioconazol (400 mL ha-1);

Azoxistrobina+Ciproconazol (300 mL ha-1);

Picoxistrobina+Ciproconazol (400 mL ha-1); e

Azoxistrobina+Tebuconazol (500 mL ha-1),

todos associados ao adjuvante recomendado pela empresa. Para as avaliações, foram escolhidas e identificadas, ao acaso, dez plantas por parcela e estimando a severidade de cada doença nas duas folhas abaixo e acima da inserção da espiga, com o auxilio da escala diagramática proposta por Nascimento, et al., (2002) (Nascimento, M. A. et al. – HELMAP. Software de Treinamento dos Avaliadores das Principais Doenças da Cultura do Milho. Projeto de Extensão com o apoio da PROPESP – UEPG, Ed. 1, 2001).

Os índices médios de severidade observados foram transformados em Área Abaixo da Curva de Progresso da Doença (AACPD), e também realizados o cálculo de eficácia dos fungicidas proposto por Abbott, (1925) (Abbott, Journal of Economic Entomology, 18:265-267, 1925). Na colheita foi avaliada a percentagem de grãos ardidos, massa de 100 grãos e estimado a produtividade em sacas.ha-1.

Observou-se que todos os tratamentos com aplicações de fungicida foram estatisticamente superiores à testemunha, apresentando eficiência significativa na redução do progresso das doenças, sendo a melhor resposta, com eficácia acima de 90%, quando aplicado piraclostrobina+fluxapiroxade.

O maior incremento na produtividade, de 26,1 sacas.ha-1 a mais que a testemunha, foi quando pulverizado com o azoxistrobina+benzovindiflupyr.

Palavras-chaves: Zea mays; Controle químico; Doenças foliares; Produtividade.

Informações dos autores:

2Fundação Chapadão, Chapadão do Sul, MS.

Disponível em: Anais do 50º Congresso Brasileiro de Fitopatologia, Uberlândia – MG, Brasil.

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