Efeito de estrobilurinas no controle da ferrugem asiática da soja

Visando um aporte para as pesquisas relacionadas a eficácia das QoIs no controle da ferrugem, realizou-se um experimento em Campo Verde – MT, no período de novembro de 2016 a março de 2017.

Autores :    I.P.A. JUNIOR1; F.V. SIQUERI1; A. TOMEN1; A. GASPERINI1

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

Resumo

A utilização de fungicidas contendo estrobilurinas (QoIs) tem contribuído para o controle de doenças, especialmente para ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), considerada uma das principais doenças da cultura. Como a ação das QoIs é altamente específica, mutações em um nucleotídeo do citocromo Bc1 levaram a alteração de fenilanina para leucina no aminoácido 129, denominado F129L, conferindo resistência parcial à este grupo químico.

Desse modo, visando um aporte para as pesquisas relacionadas a eficácia das QoIs no controle da ferrugem, realizou-se um experimento em Campo Verde – MT, no período de novembro de 2016 a março de 2017.

Foram avaliados 14 tratamentos, sendo:

Azoxistrobina, piraclostrobina e picoxistrobina nas doses 0,2, 0,4 e 0,6 L/ha;

Trifloxystrobina nas doses 0,1 Kg/ha, 0,2 Kg /ha e 0,3 Kg /ha;

Azoxistrobina+benzovindiflupir na dose de 0,2 L/ha e uma testemunha.

Foram efetuadas 4 aplicações, iniciando no estágio R1 com intervalo de 14 dias entre as demais.

Utilizou-se equipamento de pulverização costal e pressão constante (CO2), com volume de calda ajustado para 120 L/ha. As parcelas experimentais foram constituídas de 9 linhas de 6 m de comprimento, com espaçamento de 0,45 m entre linhas.

A determinação do índice de severidade da doença foi obtida através da observação da percentagem de área foliar infectada. A colheita foi realizada na área útil de cada parcela, sendo a produtividade calculada a 13% de umidade. Foi utilizado o delineamento experimental inteiramente casualizado com quatro repetições.

Os dados foram interpretados estatisticamente por meio de análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. Considerando a AACPD, a menor taxa de progressão da doença foi obtida pela mistura Azoxistrobina+benzovindiflupir, seguida pelas aplicações isoladas de Trifloxistrobina na dose de 0,2 Kg/ha.

Para desfolha, apenas picoxistrobina, trifloxistrobina e a mistura azoxistrobina+benzovindifluflupir apresentaram níveis distintos da parcela não aplicada.

No quesito produtividade, azoxistrobina nas três doses testadas e piraclostrobina nas doses de 0,2 e 0,6 L/ha não apresentaram incrementos significativos comparados a testemunha, já os tratamentos com picoxistrobina e trifloxistrobina apresentaram patamares significativamente superiores e com respostas a dose, sendo que trifloxistrobina a 0,3 Kg/ha propiciou patamar semelhante ao obtido pela mistura Azoxistrobina + benzovindiflupir.

Palavras-chave: Azoxistrobina; Piraclostrobina; Picoxistrobina; Trifloxistrobina; Ferrugem asiática da soja.

Informações dos autores:

 1Fundação de Apoio a Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, Rondonópolis, Brazil, CEP 78750-000, Rondonópolis – MT.

Disponível em: Anais do  II Workshop Brasileiro de Ferrugem da Soja Uberlândia – MG, Brasil.

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