Eficácia de diferentes herbicidas pós-emergentes no controle da população de Bidens pilosa

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Objetivou-se neste trabalho avaliar a eficácia de herbicidas com diferentes mecanismos de ação no controle da população de picão-preto, através da análise visual em diferentes dias após a aplicação 

Autores: Weverton Peroni Santos1, Andressa Graebin Ferreira1 e Marcos Gomes Siqueira1

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

RESUMO

As plantas daninhas provocam reduções na produtividade da cultura por meio da ação direta da competição por água, luz e nutriente e de ações indiretas como hospedeiras de pragas e doenças.

Dentre as espécies consideradas invasoras a Bidens pilosa figura entre aquelas que mais prejuízos têm causado as culturas exploradas comercialmente. Nos últimos anos tem sido crescente o número de plantas daninhas resistentes à herbicidas com diferentes mecanismos de ação.

Diante do exposto, objetivou-se neste trabalho avaliar a eficácia de herbicidas com diferentes mecanismos de ação no controle da população de picão-preto, através da análise visual em diferentes dias após a aplicação (DAA). O experimento foi instalado no Campus experimental do curso de agronomia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), localizado no município de Rolim de Moura RO. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado com 4 tratamentos e 5 repetições cada, totalizando 20 unidades experimentais (vasos).

Os tratamentos herbicidas correspondentes as doses comerciais em gramas de ingrediente ativo por hectare (g ha-1), foram:

T1 – Glyphosate (960 g);

T2 – Chlorimuron-ethyl (10 g) + Glyphosate (960 g);

T3 – (Glyphosate (960 g) + 2,4D amina (868 g)); e

T0 – sem aplicação herbicida (testemunha).

As aplicações herbicidas foram realizadas de forma manual com pulverizador costal quando as plantas apresentavam em média quatro folhas verdadeiras, as avaliações visuais de controle foram realizadas (10, 15 e 20) dias após a aplicação (DAA). Considerou-se como eficiente o controle superior a 80%. Quanto à eficácia dos tratamentos herbicidas utilizados e através da visualização visual, observou-se que, todos eles foram eficientes no controle de picão-preto, proporcionando índices de controle superiores a 80%, aos 20 DAA.

O tratamento com glyphosate (T1) apresentou um controle eficaz de 90 %, apenas aos 20 DAA.

O tratamento com chlorimuron-ethyl + glyphosate (T2) apresentou um controle eficiente acima de 93 %, aos 20 DAA.

O tratamento glyphosate + 2,4D (T3) proporcionaram níveis médios de controle superiores a 90 %, aos 20 DAA.

Conclui-se que todos os tratamentos que foram utilizados podem ser recomendados para o controle do picão-preto uma vez que, não houve registro de biótipo dessa espécie resistente aos diferentes mecanismos de ação empregados, confirmando desta forma, a importância da combinação e do uso rotacionado destes.

Palavras-chave: picão-preto, mecanismos de ação, resistência à herbicidas.

Informações dos autores:  

1 Graduando em Agronomia – UNIR, Rolim de Moura-RO.

Disponível em: Anais do II Simpósio Nacional sobre Plantas Daninhas em Sistemas de Produção Tropical, Alta Floresta – MT , Brasil.

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