Eficiência de fungicidas no controle da ferrugem asiática da soja

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O  trabalho objetivou avaliar a eficácia de fungicidas no controle de P. pachyrhizi na cultura da soja, em condições de campo.

Autores  L. dos S. NASCIMENTO1,2; M.A. OLIVEIRA FILHO1,2; B.F. de SOUSA1,2; A.B.O. BARBOZA1,2; H.S. RAMOS1,2; M.M. ARAÚJO1,2; N.R.S. ZACARIAS1,2; R.F. DOMINGUES1,2; T.P. MORAIS1,3; F.C. JULIATTI1,4.

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

Resumo

No Brasil, a ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das doenças mais severas que incide na cultura da soja, com danos variando de 10 a 90%. Para reduzir o risco de danos à cultura, uma das principais estratégias de manejo adotadas é o controle químico.

O presente trabalho objetivou avaliar a eficácia de fungicidas no controle de P. pachyrhizi na cultura da soja, em condições de campo. Os tratamentos consistiram de oito produtos comerciais aplicados em diferentes combinações e sequências. As pulverizações foram realizadas preventivamente (na fase vegetativa da cultura – V6) e nos estádios R3 (canivetinho), R5.3 (enchimento de grãos pleno) e R5.5 (correspondente à fase final de enchimento de grãos). O delineamento experimental foi de blocos ao acaso, com quatro repetições. Os dados de severidade da doença, fitotoxicidade dos fungicidas e de produtividade de grãos de soja foram submetidos à ANOVA e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de significância.

Todos os tratamentos com fungicidas apresentaram eficácia de controle superior a 89% e ausência de sintomas visuais de toxicidade às plantas de soja. O programa de manejo utilizando ciproconazol + azoxistrobina (0,3L ha-1), nos estádios V6 e R5.5, associado com benzovindiflupyr + azoxistrobina (0,2kg ha-1), aplicados em R3 e R5.3, resultou em 100% de controle da doença.

Por sua vez, maior produtividade (3,2t ha-1) e menor percentual de desfolha (5%) foram obtidos com a aplicação de azoxistrobina + mancozeb (1,5kg ha-1) combinada com azoxistrobina + benzovindiflupyr e mancozeb (0,2 e 1,5kg ha-1), pulverizados nos estádios V6 e R5.5 e em R3 e R5.3, respectivamente.

Considerando o manejo de resistência da ferrugem asiática, é importante destacar que os tratamentos que tiveram associação de produtos sistêmicos com protetores apresentaram resultados semelhantes aos tratamentos que utilizaram somente produtos sistêmicos.

Palavras-chave: Manejo de resistência; Phakopsora pachyrhizi; Controle químico.

Informações dos autores:

1LAMIP, Universidade Federal de Uberlândia (UFU);

2Graduação em Agronomia, UFU;

 3Pós-doutoranda, PNPD/CAPES;

 4Professor Titular, UFU.

Disponível em: Anais do  50º Congresso Brasileiro de Fitopatologia, Uberlândia – MG, Brasil.

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