A ferrugem-asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das doenças mais severas que incide na cultura da soja, com danos variando de 10% a 90% nas diversas regiões geográficas onde foi relatada (Yorinori et al., 2005; Hartman et al., 2015). Os sintomas iniciais da doença são pequenas lesões foliares, de coloração castanha a marrom-escura. Na face inferior da folha, pode-se observar urédias que se rompem e liberam os uredosporos. Plantas severamente infectadas apresentam desfolha precoce, o que compromete a formação, o enchimento de vagens e o peso final do grão.

As estratégias de manejo recomendadas no Brasil para essa doença incluem: a utilização de cultivares de ciclo precoce e semeaduras no início da época recomendada, com definição de janelas de semeaduras para reduzir o número de aplicações de fungicidas durante a safra, a eliminação de plantas de soja voluntárias e a ausência de cultivo de soja na entressafra por meio do vazio sanitário, o monitoramento da lavoura desde o início do desenvolvimento da cultura, a utilização de fungicidas no aparecimento dos sintomas ou preventivamente e a utilização de cultivares com genes de resistência (Tecnologias…, 2013).

 

Desde a safra 2003/04, ensaios cooperativos vêm sendo realizados para a comparação da eficiência de fungicidas registrados e em fase de registro. Além da comparação de eficiência, os ensaios cooperativos vêm sendo utilizados para monitoramento da sensibilidade do fungo nas diferentes regiões produtoras. Para atender esse objetivo, ingredientes ativos isolados têm sido incluídos nos ensaios. A resistência / menor sensibilidade do fungo P. pachyrhizi a fungicidas do grupo dos inibidores da desmetilação (IDM), inibidores da quinona externa (IQe) e inibidores da succinato desidrogenase (ISDH) já foi confirmada no Brasil (Schmitz et al., 2014; Klosowski et al., 2016; Simões et al., 2018).

Nos ensaios cooperativos os fungicidas são avaliados individualmente, em aplicações sequenciais, para determinar a eficiência de controle. Essas informações devem ser utilizadas na determinação de programas e controle, priorizando sempre a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação e adequando os programas à época de semeadura. Aplicações sequenciais e de forma curativa devem ser evitadas para diminuir a pressão de seleção de resistência do fungo aos fungicidas.

O objetivo desta publicação é apresentar os resultados sumarizados dos ensaios cooperativos de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, realizados na safra 2017/18.

Material e Métodos

Com o objetivo de avaliar a eficiência dos fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja e das novas misturas que estão em fase final de avaliação para registro, foram realizados 39 ensaios nas principais regiões produtoras, na safra 2017/18, por 29 instituições (Tabela 1).

Tabela 1. Instituições, locais e datas de semeadura da soja.

A lista de tratamentos (Tabela 2), o delineamento experimental e as avaliações foram definidos com protocolo único, para a realização da sumarização conjunta dos resultados dos ensaios e a comparação dos produtos. Não foram avaliados o efeito do momento da aplicação e o residual dos diferentes produtos.

Os fungicidas dos tratamentos 2 a 14 e 19 apresentam registro no MAPA para o controle da ferrugem, os fungicidas dos tratamentos 15, 16, 18 e 20 apresentam Registro Especial Temporário (RET) III e os fungicidas dos tratamentos 17, 21 e 22 apresentam RET II.

Tabela 2. Ingrediente ativo (i.a.), produto comercial (p.c.) e dose dos fungicidas nos tratamentos para controle da ferrugem-asiática da soja, safra 2017/18.

Os fungicidas avaliados pertencem aos grupos: inibidores da desmetilação (IDM – tebuconazol, ciproconazol, protioconazol, difenoconazol, epoxiconazol e tetraconazol); inibidores da quinona externa (IQe – azoxistrobina, trifloxistrobina, picoxistrobina, metominostrobina e piraclostrobina), inibidores da succinato desidrogenase (ISDH – fluxapiroxade, bixafen, benzovindiflupir, fluindapir e impirfluxam), ditiocarbamato (mancozebe), cloronitrila (clorotalonil) e inorgânico (oxicloreto de cobre).

Foram avaliadas misturas de IQe e IDM (T2 a T7 e T15), misturas de IQe e ISDH (T8 a T10), mistura de IDM e ISDH (T17, T18, T21 e T22), misturas de IDM, IQe e ISDH (T11, T14 e T20), misturas de IQe, IDM e ditiocarbamato (T12 e T19), misturas de IDM e cloronitrila (T13) e misturas de ISDH e inorgânico (T16) (Tabela 2).


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Os fungicidas tebuconazol 100 g i.a. ha-1 (IDM), ciproconazol 30 g i.a. ha-1 (IDM) e azoxistrobina 50 g .a. ha-1 (IQe) foram avaliados em um ensaio específico para monitorar a sensibilidade do fungo a esses ingredientes ativos, nas diferentes regiões.

O delineamento experimental foi blocos ao acaso com quatro ou cinco repetições. Cada repetição foi constituída de parcelas com, no mínimo, seis linhas de cinco metros. As aplicações iniciaram-se 45-50 dias após emergência, no pré-fechamento das linhas de semeadura.

Dos 34 ensaios considerados para sumarização, em 9 foram realizadas quatro aplicações e em 15, três. O intervalo entre a semeadura e a primeira aplicação foi de 51 dias (± 4,8 dias), entre a primeira e a segunda aplicação foi de 15 dias (± 4,8 dias), entre a segunda e
a terceira aplicação foi de 15 dias (± 2,6 dias) e entre a terceira e a quarta aplicação foi de 14 dias (± 1,4 dias). Para a aplicação dos produtos foi utilizado pulverizador costal pressurizado com CO2 e volume de aplicação mínimo de 120 L ha-1.

Foram realizadas avaliações da severidade e/ou incidência da ferrugem no momento da aplicação dos produtos; da severidade da ferrugem, periodicamente, após a última aplicação; da severidade de outras doenças; da desfolha quando a testemunha apresentou ao redor de 80% de desfolha; da produtividade em área mínima de 5 m2 centrais de cada parcela.

Para a análise conjunta, foram utilizadas as avaliações da severidade da ferrugem, realizadas entre os estádios fenológicos R5 (início de enchimento de grãos) e R6 (vagens com 100% de granação) e da produtividade.

Foram realizadas análises de variância exploratória para cada local. Nas análises individuais foram observados o quadrado médio residual, o coeficiente de variação, o coeficiente de assimetria, o coeficiente de curtose, a normalidade da distribuição de resíduos (Shapiro; Wilk, 1965), a aditividade do modelo estatístico (Tukey, 1949) e a homogeneidade de variâncias dos tratamentos (Burr; Foster, 1972).

Além das análises exploratórias individuais, a severidade final, a correlação entre a severidade da ferrugem próximo ao estádio R6, a produtividade e a diferenciação entre os tratamentos nas análises individuais foram utilizadas na seleção dos ensaios que compuseram as análises conjuntas.

As análises conjuntas de severidade e de produtividade foram realizadas utilizando-se técnicas de modelos lineares generalizados mistos, os quais permitem a adoção de distribuições não-normais e a acomodação dos efeitos das interações entre locais e tratamentos por meio de alterações na estrutura da matriz de covariâncias. Para identificar todos os tratamentos com prováveis efeitos semelhantes, foi utilizado o teste de comparações múltiplas de Tukey (p≤0,05). Todos os modelos investigados foram obtidos usando-se o procedimento glimmix, em rotinas implementadas no sistema SAS/STAT®software, Versão 9.4. Copyright© 2016 SAS Institute Inc.

Resultados e Discussão

No momento da primeira aplicação dos produtos, dentre os 39 ensaios, não havia sintomas de ferrugem em 36 ensaios. Nos ensaios dos locais 14, 15 e 24 (Tabela 1) as aplicações foram iniciadas com sintomas, sendo os ensaios eliminados da análise conjunta. Os ensaios dos locais 35, 36, 37, 38 e 39 foram eliminados das análises em razão da ausência de ferrugem, baixa severidade ou decorrência de problemas durante a condução do experimento que interferiram nos resultados como acamamento, ocorrência de mosca branca e deficit hídrico relatados na entrega dos resultados. Os locais 5, 8, 9, 12, 25, 27, 29, 33 e 34 foram eliminados por problemas durante a análise exploratória dos dados e/ou em razão da baixa severidade de ferrugem e/ou ausência de diferença significativa entre tratamentos e/ou baixa correlação entre a severidade e a produtividade. Em decorrência da semeadura tardia, os dados de produtividade do local 31, não foram utilizados na análise de produtividade por não estarem disponíveis até a data da sumarização.

Apesar da alta variabilidade observada nos ensaios em decorrência da variabilidade do fungo P. pachyrhizi nas regiões, diferentemente da safra 2016/17, os resultados não foram separados na análise conjunta, sendo apresentada uma única tabela. De forma semelhante à safra 2016/17, a eficiência dos fungicidas contendo ISDH variou, porém, sem apresentar um padrão de distribuição regional. Nessa safra, as misturas de fungicidas contendo protioconazol (IDM) que vinham sendo avaliadas nos outros anos, também apresentaram redução de eficiência em alguns locais, porém sem apresentar padrões regionais que permitisse separação dos ensaios. Dessa forma, a média da análise apresentada na tabela de sumarização envolve todas as variações observadas nos ensaios nas diferentes regiões.

Todos os tratamentos apresentaram severidade
estatisticamente inferior à testemunha sem fungicida T1) (Tabela 3). As menores severidades e maiores porcentagens de controle foram observadas para os tratamentos com impirfluxam + tebuconazol (T17, 80%), benzovindiflupir + ciproconazol + difenoconazol (T18,77%), picoxistrobina + benzovindiflupir (T10, 73%), piraclostrobina + epoxiconazol + fluxapiroxade (T11, 73%), bixafen + protioconazol + trifloxistrobina (T14, 72%), fluxapiroxade + oxicloreto de cobre (T16, 72%) e mancozebe + picoxistrobina+ tebuconazol (T19, 71%).

Tabela 3. Severidade da ferrugem-asiática, porcentagem de controle (C) em relação à testemunha sem fungicida, produtividade e porcentagem de redução de produtividade (RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade, para os diferentes tratamentos. Média de 23 ensaios para severidade e 22 ensaios para produtividade, safra 2017/18.

A menor eficiência de controle foi observada para o tratamento com azoxistrobina + ciproconazol (T2, 28%), sendo inferior aos demais tratamentos e superior a testemunha sem fungicida. Os demais fungicidas apresentaram eficiência igual ou superior a 49% de controle.

Para a variável produtividade foi observada elevada ambiguidade estatística entre os tratamentos, com sobreposição de agrupamentos. As maiores produtividades foram observadas para os tratamentos com impirfluxam + tebuconazol (T17 – 4158 kg ha-1), piraclostrobina + epoxiconazol + fluxapiroxade (T11 – 4034 kg ha-1), benzovindiflupir + ciproconazol + difenoconazol (T18 – 3999 kg ha-1), picoxistrobina + benzovindiflupir (T10 – 3990 kg ha-1), bixafen + protioconazol + trifloxistrobina (T14 – 3983 kg ha-1), piraclostrobina + fluxapiroxade (T8 – 3921 kg ha-1), azoxistrobina + benzovindiflupir + difenoconazol (T20 – 3917 kg ha-1), fluxapiroxade + oxicloreto de cobre (16 – 3916 kg ha-1), mancozebe+ picoxistrobina + tebuconazol (T19 – 3908 kg ha-1), azoxistrobina + benzovindiflupir (T9 – 3853 kg ha-1), trifloxistrobina + protioconazol (T5 – 3814 kg ha-1), protioconazol + fluindapir (T22 – 3813 kg ha-1), tetraconazol + fluindapir (T21 – 3808 kg ha-1), tebuconazol + clorotalonil (T13 – 3782 kg ha-1) (Tabela 3). A menor produtividade foi observada para o tratamento testemunha (2931 kg ha-1), que se diferenciou estatisticamente de todos os tratamentos com fungicidas, com 30% de redução de produtividade em relação ao tratamento 17. A correlação entre as variáveis severidade e produtividade foi de r = -0,97.

O protocolo dos ensaios cooperativos determina aplicações sequenciais para comparação dos fungicidas. No entanto, para o manejo da doença devem ser seguidas as estratégias antirresistência que incluem não utilizar mais que duas aplicações do mesmo produto em sequência e devem-se utilizar no máximo duas aplicações de produtos contendo ISDH por cultivo.

No protocolo com os fungicidas tebuconazol (IDM), ciproconazol (IDM) e azoxistrobina (IQe), incluídos para monitorar a sensibilidade do fungo P. pachyrhizi nas diferentes regiões, foram utilizados 26 ensaios na sumarização da severidade (locais 1, 2, 3, 4, 6, 7, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 23, 25, 27, 29, 30, 31, 34 e 37 – Tabela 1). A severidade na testemunha foi de 78,6%, se diferenciando estatisticamente de todos os tratamentos com severidade semelhante entre si: 65,1% (azoxistrobina), 59,2% (ciproconazol) e 58,7% (tebuconazol). Os dados de severidade foram utilizados na estimativa da porcentagem de controle em relação a testemunha, mostrando uma baixa eficiência de controle, semelhante as safras anteriores (Figura 1).

A maioria dos ensaios cooperativos para ferrugem foi instalada em soja semeada a partir de novembro para maior probabilidade do aparecimento da doença em razão da multiplicação do fungo nas primeiras semeaduras. Semear no início da época recomendada
é uma das estratégias de manejo da ferrugem para escapar do período de maior quantidade de inóculo do fungo no ambiente. Os fungicidas representam uma das ferramentas de manejo, devendo também ser adotadas as demais estratégias para o controle eficiente da ferrugem-asiática.

Figura 1. Porcentagem de controle da ferrugem nos ensaios cooperativos nas safras: 2003/04 (11 ensaios), 2004/05 (20 ensaios), 2005/06 (15 ensaios), 2006/07 (10 ensaios), 2007/08 (7 ensaios), 2008/09 (23 ensaios), 2009/10 (15 ensaios), 2010/11 (11 ensaios), 2012/13 (21 ensaios), 2013/14 (16 ensaios), 2014/15 (21 ensaios), 2015/16 (23 ensaios), 2016/17 (32 ensaios), 2017/18 (26 ensaios) em diferentes regiões produtoras no Brasil. Fonte: adaptado de Godoy et al. (2016), Godoy et al. (2017).

Referências

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GODOY, C.V.; SEIXAS, C.D.S.; SOARES, R. M.; MARCELINOGUIMARAES, F.C.; MEYER, M.C.; COSTAMILAN, L.M. Asian soybean rust in Brazil: past, present, and future. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 51, p. 407-421, 2016.

GODOY, C.V.; UTIAMADA, C.M. MEYER, M.C.; CAMPOS, H.D.; LOPES, I.O.N.; FORCELINI, C.A.; PIMENTA, C.B.; JACCOUD FILHO, D.S.; MOREIRA, E.N.; BORGES, E.P.; ANDRADE, E.R., SIQUERI, F.V.; JULIATTI, F.C.; FAVARO, F.; FEKSA, H.R.; ARAÚJO JUNIOR, I. P.; GRIGOLLI, J.F.J.; NUNES JUNIOR, J.; BELUFI, L.M.R.; CARNEIRO, L.C.; SILVA, L.H.C.P.; SATO, L.N.; CANTERI, M.G.; VOLF, M.R.; GOUSSAIN, M.; DEBORTOLI, M.P.; MARTINS, M.C.; BALARDIN, R.S.; FURLAN, S.F.; MADALOSSO, T.; CARLIN, V.J.; VENANCIO, W.S. Eficiência de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2016/17: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos. Londrina:
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KLOSOWSKI, A.C.; MAY DE MIO, L.L.; MIESSNER, S.; RODRIGUES, R.; STAMMLER, G. Detection of the F129L mutation in the cytochrome b gene in Phakopsora pachyrhizi. Pest Management Science, v. 72, p. 1211–1215, 2016.

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SCHMITZ, H.K.; MEDEIROS, A.C.; CRAIG, I.R.; STAMMLER, G. Sensitivity of Phakopsora pachyrhizi towards quinone-outsideinhibitors and demethylation-inhibitors, and corresponding resistance mechanisms. Pest Management Science, v. 7, p. 378-88, 2014.

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Fonte: Embrapa Soja – Circular Técnica 138

Texto originalmente publicado em:
Circular Técnica 138
Autor: Embrapa Soja

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