O objetivo desse trabalho foi avaliar a eficiência de inseticidas no controle do percevejo marrom na cultura da soja.

Autores:   BELLETTINI, S.1; BELLETTINI, N.M.T.1; ORSI JÚNIOR, F.2; BELLETTINI, R.3; BASSETTO JÚNIOR, N.4; ALVES, G.H.T.4; CUNHA, W.A.B.4

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização dos autores.

O percevejo marrom é o percevejo mais abundante da cultura da soja do Brasil. O ciclo de vida tem duração média de 109 dias, sendo ovo = 7 dias; ninfa = 22 dias e adulto = 80 dias (DEGRANDE e VIVAN, 2014). O nível de controle é de 2 percevejos maiores que 5 mm por metro (EMBRAPA SOJA, 2014). O objetivo desse trabalho foi avaliar a eficiência de inseticidas no controle do percevejo marrom na cultura da soja.

O experimento foi instalado na Fazenda Experimental da Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP, Campus “Luiz Meneghel”- Bandeirantes – PR, utilizando-se cultivar BMX Potência RR, sementes tratadas com metalaxil-M + fludioxonil (Maxim XL 100 mL/100 kg de sementes) e tiametoxam (Cruiser 350FS 200 g/100 kg de sementes), inoculada com Glycimax na dose de 80 g/50 kg de sementes, no espaçamento de 0,45 m entrelinhas com 15 sementes por metro. Na adubação de semeadura, utilizou-se 180 kg/ha do adubo formulado 04:30:10.

O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso com 8 tratamentos e 4 repetições, parcelas de 135 m2 (9mx15m). Efetuou-se 2 aplicações com intervalo de 10 dias dos inseticidas em i.a/ha: imidacloprido + betaciflutrina (Connect) 112,5 g; tiametoxam + lambdacialotrina (Engeo Pleno) 74,1 g; imidacloprido + bifentrina (Galil SC) 90 g; acefato (Perito) 776; 970; 1212,5; 1455 g, e testemunha (sem inseticida). Para aplicação utilizou-se pulverizador de pressão constante (CO2), barra de 2 m com 4 bicos JA-2, espaçados de 50 cm, pressão de 45 lb/pol² e volume de calda de 150 litros/ha. A cultura se encontrava no estádio R6 (FEHR e CAVINES, 1977). As avaliações foram efetuadas em pré-contagem e aos 2, 4, 7 e 10 DA1A (dias após a primeira aplicação) e 2, 4, 7, 10 e 15 DA2A (dias após a segunda aplicação). Em cada avaliação fez-se 4 amostragens ao acaso por parcela, através do “método do pano”, contando os adultos e ninfas de percevejo marrom vivos, caídos sobre o pano. Para a análise estatística, os dados foram transformados para √x+5, aplicando-se os testes F e Tukey, conforme Canteri (2001). A porcentagem de eficiência foi calculada através dos dados originais, pela fórmula de Abbott (ABBOTT, 1925).

Nas médias originais, transformadas do número de adultos (Tabela 1) e ninfas (Tabela 2) e porcentagem de eficiência para adultos (Tabela 3) e ninfas (Tabela 4), verifica-se na pré-contagem, distribuição homogênea da praga nos tratamentos e a análise estatística não foi significativa. Aos 2, 4, 7 e 10 DA1A e 2, 4, 7 e 10 DA2A, os tratamentos apresentaram o mesmo comportamento estatístico entre si e diferenciaram significativamente da testemunha. Aos 15 DA2A não houve diferença estatística entre os tratamentos e testemunha no controle de ninfas e adultos.

Tabela 1. Médias de adultos de percevejo marrom vivos, após primeira e segunda aplicação. Bandeirantes, 2016.

Tabela 2. Médias de ninfas de percevejo marrom vivos, após primeira e segunda aplicação. Bandeirantes, 2016.

Tabela 3. Porcentagem de eficiência dos inseticidas no controle de adultos de percevejo marrom nas diferentes avaliações. Bandeirantes-PR, 2016.

Tabela 4. Porcentagem de eficiência dos inseticidas no controle de ninfas de percevejo marrom nas diferentes avaliações. Bandeirantes-PR, 2016.


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Concluiu-se que os inseticidas imidacloprido + betaciflutrina (Connect) 112,5 g; tiametoxam + lambdacialotrina (Engeo Pleno) 74,1 g; imidacloprido + bifentrina (Galil SC) 90 g; acefato (Perito) 776; 970; 1212,5; 1455 g i.a/ha aos 2, 4, 7 e 10 dias após a primeira e segunda aplicação apresentaram eficiência igual ou superior a 80% no controle de adultos e ninfas de percevejo marrom, na cultura da soja.

Referências

ABBOTT, W.S. A method of computing the effectiveness of an insecticide. J. Econ. Entomol. v.18, p.265-267, 1925.

CANTERI, M.G.; ALTHAUS, R.A.; VIRGENS FILHO, J.S.; GIGLIOTI, E.A.; GODOY, C.V. SASM-Agri: Sistema para análise e separação de médias em experimentos agrícolas pelos métodos Scoft-Knott, Tukey e Duncan. Revista Brasileira de Agrocomputação, v.1., n.2., p.18-24, 2001.

DEGRANDE. P.E.; VIVAN L.M. Pragas da soja. In: FUNDAÇÃO MT. Boletim de pesquisa de soja 2013/2014. Rondonópolis: Fundação MT, 2014. p. 124-172 (Boletim, 16).

EMBRAPA SOJA. Tecnologias de produção de soja- Região Central do Brasil 2014. Londrina: Embrapa Soja, 2013. 268p. (Sistemas de produção, 16).

Informações dos autores:  

1Universidade Estadual do Norte do Paraná/Campus Luiz Meneghel (UENP/CLM), Bandeirantes – PR;

2Engo. Agro. UPL do Brasil S.A., Campinas – SP.;

3Engo. Agro. CARBEL Consultoria Agrícola;

4Acadêmicos de Agronomia da UENP/CLM.

Disponível em: Anais do VIII Congresso Brasileiro de Soja. Goiânia – GO, Brasil.

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