O objetivo desse trabalho foi avaliar a eficiência do Rinskor no controle pós-emergente de Cyperus iria (CYPIR), Cyperus difformis (CYPDI), Cyperus esculentus (CYPES), Sagittaria montevidensis (SAGMO) e Aeschynomene denticulata (AESDE).

Autores: Angela Bundt1, Rogério Rubin1, Rodrigo Neves1, Felipe Daltro1, Nelson Carranza2

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização e inserção de informações pelos autores.

Introdução

A resistência de plantas daninhas é um desafio para a agricultura moderna. No Brasil, são conhecidas seis espécies com biótipos resistentes na cultura do arroz, destacando-se ciperáceas Cyperus iria e Cyperus difformis resistentes aos inibidores da ALS; e Sagittaria montevidensis resistente a ALS e FTII.

Rinskor active é um novo herbicida arilpicolinato pertencente ao mecanismo de ação das auxinas sintéticas que está sendo desenvolvido pela Corteva para uso global em arroz e outros cultivos. Tal herbicida é eficiente no controle de diversas gramíneas, ciperáceas e latifoliadas resistentes ou não, sendo seletivo ao arroz irrigado mostrando-se uma excelente alternativa para uso nessa cultura. Rinskor (25 g i.a./L) é uma formulação Neo EC que dispensa o uso de adjuvantes e que pode auxiliar no manejo de plantas daninhas, devido ao seu alternativo mecanismo de ação hoje pouco usado na cultura do arroz irrigado.

O objetivo desse trabalho foi avaliar a eficiência do Rinskor no controle pós-emergente de Cyperus iria (CYPIR), Cyperus difformis (CYPDI), Cyperus esculentus (CYPES), Sagittaria montevidensis (SAGMO) e Aeschynomene denticulata (AESDE).

Material e métodos

Foram testadas doses de Rinskor (20, 25, 30, 35 e 40 g i.a./ha), comparadas com os herbicidas Penoxsulam e Bispiribaque-sódico nas doses 42 e 50 g i.a./ha, respectivamente. Realizou-se 10 experimentos à campo em diferentes regiões orizícola do RS.

A aplicação foi feita em pós emergência antes da entrada d’água, que foi estabelecida de 1 a 5 dias após a aplicação dos herbicida se as avaliações de seletividade da cultura e controle de plantas daninhas as 15,30 e 45 dias.

Resultados e discussão

Tabela 1: Percentagem de controle das ciperáceas e latifoliadas avaliadas obtidos aos 30 DAA na média dos dez experimentos em resposta aos tratamentos herbicidas aplicados.

Conclusão

 A dose 20 g i.a./ha foi suficiente para controle de C. difformis (>95%), enquanto para C. iria foram necessários 30 g i.a./ha para atingir o mesmo controle. Já para A. denticulata e S. montevidensiso controle foi total (>99%) na dose 20 g i.a./ha. Todas as doses avaliadas foram seletivas a cultura do arroz irrigado.

Figuras 1, 2 e 3: Imagens da eficiência de Rinskor nas plantas daninhas avaliadas.

Informações dos autores:  

1Corteva AgriscienceTM, Divisão Agrícola da DowDupontTM, São Paulo/Brazil;

2Corteva AgriscienceTM, Bogotá, Colômbia.

Disponível em: Anais do XXXI Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas 2018. Rio de Janeiro- RJ.

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