El Niño pode trazer mais chuvas para o próximo trimestre

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Anomalias observadas em julho na temperatura dos oceanos Pacífico e Atlântico confirmam a presença de um El Niño significativo para o restante deste ano. É o que aponta o último boletim trimestral divulgado nesta quarta-feira (12 de agosto) pelo Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), coordenado pela Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro).

O prognóstico para os próximos três meses é de precipitação acima do padrão, principalmente no centro-norte do Estado no mês de outubro. Essa precipitação mais elevada pode ocasionar variações nas temperaturas. O aumento da umidade também pode contribuir para que haja menos dias com geadas.

O documento, além de apresentar as previsões de precipitação e temperatura para os próximos três meses, também relaciona uma série de orientações para os agricultores de diversas culturas adotarem no período. Todas as indicações são baseadas nos dados obtidos pelas instituições relacionadas à agricultura e meteorologia no Estado, como a Fepagro, a Emater/RS-Ascar e o Irga.

Orientações específicas

Arroz

  • Dentro do possível, dar continuidade à adequação das áreas destinadas à lavoura para a próxima safra, principalmente às atividades de preparo e sistematização do solo e drenagem. Isso é necessário para possibilitar a semeadura na época recomendada pelo zoneamento agrícola, de forma a aproveitar melhor a radiação solar e evitar as temperaturas baixas no período reprodutivo da cultura;
  • Para as semeaduras do cedo, entre o mês de setembro até meados de outubro, quando a temperatura do solo é baixa, atentar para que a profundidade de semeadura não seja superior a dois centímetros, a fim de evitar redução no estande de plantas e a consequente desuniformidade no estabelecimento inicial da cultura;
  • Tendo em vista a ocorrência de El Niño, com alta probabilidade de chuvas acima da normal durante a primavera, atentar para drenagem após a semeadura da lavoura, para evitar prejuízos no estabelecimento inicial, caso ocorra excesso de precipitações.

Feijão

  • Escalonar a época de semeadura e, se possível, utilizar mais de uma cultivar, respeitando o zoneamento agrícola;
  • Fazer adubação em cobertura preferencialmente antes da ocorrência de chuvas ou quando o solo apresentar disponibilidade de água adequada.

Milho

  • Escalonar a semeadura para diminuir a possibilidade de coincidir o período crítico da cultura (do inicio da floração até grão leitoso) com as épocas de maior demanda evaporativa;
  • Fazer adubação em cobertura preferencialmente antes da ocorrência de chuvas ou quando o solo apresentar disponibilidade de água adequada;
  • Realizar a semeadura quando a temperatura do solo, a cinco centímetros de profundidade, estiver igual ou acima de 16ºC.

Soja

  • Planejar a semeadura de acordo com o zoneamento agrícola;
  • Escalonamento da época de semeadura da soja em função dos grupos de maturação, diversificando cultivares de diferentes grupos de maturação.

Trigo

  • Monitorar a lavoura quanto à ocorrência de doenças, em função do prognóstico de chuvas acima da média, em agosto, setembro e outubro;
  • Providenciar a revisão das colhedoras, em especial, do sistema de distribuição da palha.

Hortaliças

  • Evitar irrigação em excesso e não irrigar em dias nublados. Quando necessário irrigar, proceder pela manhã. Usar cobertura morta e dar preferência à irrigação por gotejamento;
  • Recomenda-se a produção de mudas em ambiente protegido no sentido de garantir a qualidade;
  • Em ambientes protegidos (túneis e estufas) proceder a abertura o mais cedo possível, exceto nos dias frios nos quais a abertura deverá ser retardada de acordo com a temperatura do ar (em geral acima dos 10°C) e com a condição de disponibilidade de radiação solar. Realizar o fechamento cerca de uma hora antes do pôr do sol. Em dias frios, antecipar o fechamento em uma hora e, em dias com previsão de ocorrência de geada, antecipá-la em cerca de duas a três horas e vedar completamente as estufas;
  • Dar ênfase ao monitoramento de doenças, principalmente daquelas favorecidas pelo molhamento da parte aérea ou excesso de umidade no ar e/ou no solo.

Fruticultura

  • Promover o manejo da vegetação em pomares com coberturas verdes, de forma que propicie a cobertura morta na projeção da copa das frutíferas para proteger o solo;
  • Usar o raleio de frutas como prática indispensável;
  • É fundamental dar condições ao escoamento do ar frio para fora do pomar, mantendo áreas livres abaixo;
  • Em espécies sensíveis às geadas, realizar os trabalhos de poda somente após o período de risco de geadas;
  • Monitorar a temperatura dos pomares e, na iminência de geadas fortes, utilizar práticas de controle.

Forrageiras

  • Manejar o campo nativo com carga animal baixa ou moderada, em função do menor crescimento vegetativo nesse período;
  • Realizar o manejo indicado para as forrageiras de inverno, anuais ou perenes, como aplicação de adubação nitrogenada em cobertura e ajuste de carga animal à disponibilidade de forragem;
  • Reduzir a carga animal na pastagem após a ocorrência de grande volume de chuva, de forma a evitar danos à pastagem pelo excesso de pisoteio.

O Boletim Copaaergs completo para o próximo trimestre está disponível neste link.

Texto: Elaine Pinto

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Texto originalmente publicado em:
http://www.fepagro.rs.gov.br/
Autor: Elaine Pinto

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