Na manhã de hoje (07/08), o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, divulgou seu boletim semanal da safra 17/18.

De acordo com o informativo desta semana, 54% das áreas semeadas com trigo encontram-se em boas condições, 28% em condições medianas e 18% em condições avaliadas como ruins. Quanto ao estádio de desenvolvimento, 35% das lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 43% em floração e 22% em frutificação.

Vale lembrar que os agricultores paranaenses estão passando por uma situação crítica em relação a estiagem que afetou boa parte do estado em junho e julho. Regiões como de Londrina, Maringá e Umuarama já contabilizam mais de 45 dias sem chuva e as lavouras de inverno vêm sendo bastante prejudicadas.

Especialistas de mercado avaliam que a quebra no trigo já é realidade e, em alguns casos, irreversível. Já é possível calcular 9% de perdas no total geral do estado. A produção que estava estimada em 3,4 milhões de toneladas já foi reduzida para cerca de 3,1 milhões de toneladas.


Fique ligado no que vem por aí!


Na região norte do Paraná já são registradas perdas totais e, nesses casos, mesmo que volte a chover, a água não resolve mais o problema das perdas.  Para produtores das demais regiões e alguns casos mais isolados no norte que semearam um pouco depois, ainda há possibilidade de melhora.  A previsão, segundo meteorologistas, é que no mês de agosto o regime de chuvas deve se normalizar.

O Deral informou também que a colheita de milho de segunda safra atinge 49% da área total. O índice de lavouras em condições ruins preocupa, ficando em torno de 30%. As áreas em boas condições correspondem a apenas 18% do total e as em condições médias são em torno de 52%.

 O engenheiro agrônomo Edmar Gervásio, do Deral, comenta que essa última estiagem não afetou de forma significativa a produtividade. O problema, segundo o técnico, foi a seca anterior, entre os meses de abril e maio, que pegou a cultura em plena fase de desenvolvimento. Agora com a colheita em andamento, as perdas já estão sacramentadas, com uma previsão de 2,7 milhões de toneladas a menos do que o previsto inicialmente 12 milhões de toneladas.

Para conferir os boletins na íntegra, acesse o site da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

Redação: Bruna Eduarda Meinen Feil, Assessora de Comunicação Equipe Mais Soja.

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