Ferramentas com sistemas autônomos são tendências da Agricultura 4.0

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Foto: Case IH

Com o crescente uso da agricultura de precisão e tecnologias no campo, aliado a possibilidade de que em breve a força de trabalho humana não será capaz de administrar grandes volumes de dados – com necessidade de algoritmos mais aprimorados – fabricantes de insumos e ferramentas estão trabalhando a todo o vapor para entregar soluções que ofereçam maior competitividade aos produtores. Esse é cenário da chamada Agricultura 4.0, baseada na tecnologia digital.

Por isso, sistemas autônomos vão ser cada vez mais comuns e viáveis para aumentar os níveis de produção. Dentre as vantagens dessa tecnologia que dispensa muito da intervenção humana estão a habilidade de reimplantar o trabalho em tarefas de valor agregado, a capacidade de superar a falta de trabalho qualificado durante espaços críticos, ter um “plantão” de 24 horas de trabalho sem variação de produtividade, fazer mais em um espaço de tempo menor e aperfeiçoamento de todo o resultado.

“Agricultura 4.0 ainda é um conceito novo e um universo a ser explorado”, afirma o diretor de marketing da Case IH para a América Latina, Christian Gonzalez. Para explorar esse segmento, a empresa está desenvolvendo veículos autônomos, cujo desafio é a questão regulamentária. “Seguramente será necessário a definição de regras e legislação para esse tipo de tecnologia”.

O veículo em desenvolvimento é um trator sem cabine, cujo sistema a bordo leva automaticamente em consideração as larguras dos complementos e estabelece o percurso mais eficiente dependendo do terreno, obstruções e máquinas em uso no mesmo campo. As tarefas da máquina também podem ser modificadas em tempo real pela interface remota ou avisos meteorológicos automáticos

Além disso, informações sobre quantidade de combustível no trator ou de que o estoque de sementes/fertilizantes está baixo são enviados ao usuário. O veículo funciona via radar, com reflexão, geração e telemetria de luz, e as câmeras de vídeo a bordo, e pode perceber os obstáculos parados ou em movimento no seu caminho e parar sozinho até que o operador, notificado por alertas sonoros e visuais, especifique um novo percurso.

O trator autônomo também para imediatamente se o sinal do GPS ou dados de posição for perdido, ou se o botão de parada manual for pressionado. Cada um dos sistemas de detecção e percepção tem um sistema auxiliar interno, que iniciará se o sensor principal falhar. Se os dois sistemas falharem, a máquina é levada a parar imediatamente.

Ainda no campo dos sistemas autônomos, a Adama Wings é um serviço de drones que sobrevoam lavouras de cana-de-açúcar para identificar falhas de plantio e matocompetição para otimizar a produção, além do Adama Monitor, um serviço de monitoramento remoto de armadilhas para mariposas na cultura de maçã.

 

Fonte: Agrishow Digital, o canal de conteúdo digital da Agrishow.

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Texto originalmente publicado em:
Agrishow Digital
Autor: Redação Agrishow

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