Segundo a SulGesso, principal fornecedora do produto, a carência de cálcio no solo em algumas regiões do estado é o principal motivo

A aplicação do sulfato de cálcio na agricultura vem crescendo no país nos últimos anos, principalmente devido às pesquisas recentes que têm demonstrado os bons resultados desse produto no solo. Desde os primeiros registros de sua utilização no Brasil, no século XIX, o produto, rico em cálcio e enxofre nas formas prontamente assimiláveis pela planta, já passou por diversos processos de aperfeiçoamento pela indústria. O mais recente deles é a granulação.

O engenheiro agrônomo e especialista em solo Eduardo Silva e Silva explica que, em sua forma granulada, o sulfato de cálcio tem uma densidade maior e apresenta baixa umidade, pode ser misturado com outros fertilizantes e tem menor custo de aplicação do que o produto em pó. “Com isso, os resultados em produtividade costumam ser muito expressivos nas lavouras que adotam essa tecnologia”, afirma.

Para o especialista, a grande vantagem do fertilizante granulado reside na concentração dos nutrientes. “Quanto maior concentração de cálcio e enxofre, menor quantidade a ser aplicada, o que resulta em redução nos custos. A agricultura de alto desempenho exige mais precisão em tudo, incluindo a tecnologia de insumos”, complementa.



A solução veio ao encontro de uma carência do solo encontrada em muitas regiões produtivas do Paraná, que muitos produtores nem tinham ideia do problema. De acordo com Silva e Silva, o solo do Sul do país, em sua grande parte, tem carência de cálcio e enxofre na sua composição. Reconhecidos como macronutrientes essenciais, o cálcio e o enxofre são responsáveis por promover o combate ao alumínio tóxico, melhora do crescimento das raízes, descompactação do solo, enraizamento, entre outras situações. “Não tenho dúvida que num horizonte de, no máximo, três anos, todos os produtores terão conhecimento da necessidade de introduzir junto à sua adubação básica o cálcio e o enxofre. Só que o produtor não precisa esperar todo este tempo para colher os resultados”, enfatiza.

Há aproximadamente dois anos, o produtor de soja Celso Polli, do município de Ivaí, noroeste do Paraná, passou a utilizar soluções naturais compostas por cálcio e enxofre e tem conquistado excelentes resultados. “Apliquei 269kg/ha de Sulfacal em 25 hectares na minha propriedade e o resultado foi extraordinário. Além de uma raiz mais profunda, a planta demonstrou mais vigor. E o resultado disso foi uma colheita de 65 sacas por hectares na safrinha”, destaca o produtor.

Quanto ao uso do sulfato de cálcio, o especialista Eduardo Silva e Silva alerta para a necessidade da análise de solo (feita por amostragem em superfície e profundidade) para se recomendar corretamente as dosagens. Segundo o engenheiro, é a análise que vai apontar a falta de cálcio e enxofre no solo, bem como os outros nutrientes essenciais, tanto nas camadas superficiais como nas mais profundas. “Há uma maior probabilidade de resposta ao sulfato de cálcio em situações de baixa concentração de cálcio e enxofre, presença de alumínio tóxico e em cenários propícios a secas ou estiagens”, explica Silva e Silva.

Fonte: Assessoria de imprensa SulGesso

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