Nesta semana foi divulgado pela Secex o volume da soja brasileira exportada em novembro, reportando que no mês foram exportadas 5,07 milhões de toneladas de soja em grão, retração de 5,26% em relação a outubro, o que é comum neste período de entressafra, visto que com a oferta menor de produto as exportações tendem a diminuir.

Assim, ano após ano, o Brasil vem se consolidando como maior fornecedor mundial de soja, com o volume acumulado até o momento de 79,6 milhões de toneladas, valor 21,02% maior que o acumulado no mesmo período do ano passado.

Com este resultado, além de já superar a expectativa de 76 milhões de toneladas previstas pela Conab para o ano, as exportações seguem tomando uma proporção cada vez maior, já superando os 66,7% sobre o total produzido na safra, demonstrando o peso e a importância da oleaginosa para o Brasi, e para o Mato Grosso.

Confira os principais destaques do boletim:

• Apesar da diminuição da oferta de soja no mercado disponível, por mais uma semana, o prêmio soja Paranaguá disponível segue em queda, fechando com cotação média de US$ 1,33/bu, recuo de 11,67% no período.

• O preço paridade para mar/19 fechou a semana com alta de 2,96% e uma média de R$ 64,05/sc. Reflexo, principalmente, da alta do dólar na semana.



• O câmbio registrou alta de 2,04%, cotado em média a R$ 3,87. A movimentação foi reflexo das especulações sobre o aumento da taxa de juros norte-americana e a expectativa da reunião do G20.

• A diferença de Base MT–CME segue enfraquecendo, fechando com média de R$ -9,51/sc e retração de 22,16%, resultado do aumento nas cotações do dólar na semana.

Cenário Incerto:

Com a colheita norte-americana de soja e milho da safra 18/19 praticamente em sua reta final, já iniciam as especulações de como será o tamanho da área para cada cultura na próxima safra.

Para isso, o índice de equivalência entre os preços de soja e milho tem peso significativo nesta tomada de decisão e, ao analisar seu comportamento, observa-se uma certa “vantagem” neste momento para a área da oleaginosa ante o cereal, visto a relação estar acima de 2,1 (que é considerada, por muitos, como a linha de neutralidade).

No entanto, é possível observar que este indicador segue em retração nos últimos meses, resultado da menor oscilação das cotações do milho ante a soja na Bolsa de Chicago. Assim, o desfecho do conflito comercial entre o país e a China tende a ser um, senão o principal, catalisador para a decisão do produtor na alocação dos recursos e das áreas na próxima safra.

Fonte: IMEA

Texto originalmente publicado em:
Boletim semanal da soja - IMEA
Autor: IMEA

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