O Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e a empresa israelense Evogene anunciaram nesta terça-feira (17 de julho) a assinatura de um novo acordo de pesquisa para prospecção de genes de resistência a duas pragas de grande impacto para a cotonicultura brasileira: bicudo-do-algodoeiro e Spodoptera frugiperda, também conhecida como lagarta do cartucho ou lagarta militar, que afeta outras culturas do Cerrado mato-grossense.

Nessa parceria, a Evogene ficará responsável por identificar em seu vasto banco de dados moléculas potencialmente eficazes no controle do bicudo e de S. frugiperda, que serão validadas pelo IMAmt – por meio da equipe do Programa de Melhoramento e do Laboratório de Biotecnologia e Bioensaios – visando o desenvolvimento de materiais transgênicos.

“O papel do IMAmt será a validação dos genes fornecidos pela Evogene e sua possível utilização no desenvolvimento de plantas resistentes ao bicudo e S. frugiperda“, explica o pesquisador Leonardo Scoz, que coordena o Laboratório de Biotecnologia instalado no Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica Ampa/IMAmt do Núcleo Regional Sul, em Rondonópolis.

A Evogene já vem participando de um projeto maior, realizado com o financiamento do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e denominado Projeto de Plataforma de Pesquisa – Desenvolvimento de algodão resistente ao bicudo, que conta também com a participação de pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (de Brasília – DF) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre outras instituições.


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“Quando visitamos a Evogene, constatamos o grande potencial para a colaboração com o IMAmt. Observamos a eficiência da empresa na entrega de seus trabalhos, já em nossa primeira experiência de parceria. Estamos confiantes de que juntos seremos capazes de responder a vários desafios que a agricultura tropical nos apresenta”, comenta Alvaro Salles, diretor executivo do IMAmt.

Arnon Heyman, VP Evogene and GM of Ag-Seeds division, diz que está muito feliz com a parceria com o IMAmt, instituto de pesquisa criado por produtores associados à Ampa (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão). Segundo Heyman, com o avanço na descoberta e seleção de novas toxinas, oriundas do banco de dados de genes inseticidas da Evogene, podem ser encontradas soluções com grande potencial para o controle de pragas que têm sido devastadoras para o cultivo de algodão na América do Sul.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Ampa com informações da assessoria da Evogene

Texto originalmente publicado em:
ImaMT
Autor: Assessoria de Comunicação da Ampa com informações da assessoria da Evogene

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