Imea divulga a comercialização do milho mato-grossense relativa ao mês de maio

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Vendas do milho: O Imea divulgou a comercialização do milho mato-grossense relativa ao mês de maio. Para a safra 17/18, que já começou a ser colhida no Estado, as vendas apresentaram um avanço de 10,2 p.p. neste último mês, alcançando 67,44% da produção estimada.

Tal avanço só foi possibilitado graças à valorização tanto no mercado externo, após os avanços nas cotações do dólar, na bolsa de Chicago e nos prêmios, quanto no mercado interno, em decorrência das preocupações quanto à oferta de segunda safra no mercado brasileiro, contribuindo, assim, para um preço médio negociado de R$ 22,59/sc.

Devido às boas ofertas de preço, também foram iniciados os primeiros reportes de comercialização para o milho mato-grossense da safra 18/19, que já apresenta 12,12% do
total da produção estimada. No entanto, diante da recente divulgação da resolução ANTT, vem sendo relatadas preocupações quanto ao cumprimento efetivo dos contratos, o que demanda atenção neste momento de incertezas.

Devido à escassez de oferta do preço disponível do milho mato-grossense, as cotações
no mercado interno ficaram sem indicações, em consequência da greve dos caminhoneiros.

Em decorrência das boas condições das lavouras norte-americanas e das incertezas
comerciais entre os EUA e a China, as cotações na CME – Group para jul/18 exibiram queda de 3,90% e cotação média de US$ 3,79/bu.

O dólar exibiu valorização de 1,51%, com cotação média de R$ 3,80/US$, ainda pautada
pelas turbulências nos mercados externo e interno.

A colheita de milho para a safra 17/18 apresentou avanço de 1,25 p.p. nesta semana,
alcançando 2,03% da área estimada em Mato Grosso.

IMPACTO DO FRETE: O frete rodoviário é bastante significativo na formação dos preços e no custo de produção do milho mato-grossense. Isso se deve ao fato de o Estado estar distante dos portos de escoamento, que, aliado ao déficit de armazenagem, acaba por gerar aumento na demanda e nos preços do frete no período de safra. Com isso, calculando o frete trabalhado no mercado sobre o preço do milho no mês de maio, observa-se que essa relação atinge 81,5% do preço da saca do cereal, enquanto que a mesma relação para o calcário e o fertilizante apresenta 52,8% e 6,1%, respectivamente. No entanto, mesmo com essa relação já alta, a ANTT divulgou uma resolução que determina a tabela de preço mínimo para o frete rodoviário, podendo tornar a relação ainda mais apertada, em vista da inclusão do frete com retorno sem carga. Com a colheita em andamento, tal medida vem gerando grandes incertezas quanto à viabilização do escoamento da safra e dos cumprimentos de contrato.

Confira aqui o relatório na íntegra

Fonte: IMEA

Texto originalmente publicado em:
Imea
Autor: Imea

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