Imea estima área de 281,8 mil hectares de soja ressemeada no MT

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As irregularidades climáticas nos últimos meses refletiram não só no ritmo do cultivo da nova safra de soja como também fizeram muito agricultor ter gasto extra ressemeando áreas que não resistiram à baixa umidade. O Imea estima que em MT até o dia 27/11, tenha sido ressemeada uma área de 281,8 mil hectares, representando 3,1% da área total. Projeta-se que o impacto da ressemeadura tenha sido de R$ 64,8 milhões, considerando apenas os custos com semente e diesel, e desconsiderando quaisquer tratos culturais. O gasto extra de 7,8% sobre o custo total implica que o produtor que ressemeou deverá colher 4,09 sc/ha a mais ou vender a um preço R$ 4,37/sc superior para conseguir cobrir estes gastos que não estavam na conta. Caso o clima não favoreça o desenvolvimento das lavouras nos próximos meses ou os preços, que já recuaram no último mês, continuem a cair, o produtor que ressemeou pode ver sua margem ainda mais apertada.

Algumas considerações do Imea:

  • A cotação da soja no mercado interno apresentou boa valorização na última semana devido aos ganhos registrados em Chicago e à elevação da taxa de câmbio no Brasil.
  • O contrato para jan/16 na CBOT apresentou valorização de 2,64%. A forte alta na cotação do óleo de soja na CBOT acabou puxando para cima a cotação do grão também.
  • A paridade de exportação para mar/16 apresentou forte alta na última semana. A valorização do contrato para mar/16 na CBOT e a elevação na taxa de câmbio pautaram tal cenário.
  • A taxa de câmbio apresentou acentuada alta na semana passada, variando 2,43% e fechando com média de R$ 3,85/US$. O dólar valorizou-se devido aos bons números publicados referentes a novos empregos criados nos EUA.

Em novembro a comercialização da safra 15/16 de soja mato-grossense apresentou a menor evolução no ritmo de vendas desde o início das negociações, de apenas 2,24 p.p., ou 650 mil toneladas atingindo 55,35%. Há dois principais fatores que pesaram no ritmo das vendas do último mês. O primeiro, e principal, pauta-se no recuo ocorrido no preço futuro em MT. Após altas consecutivas nos preços mensais de venda da safra 15/16, a queda do dólar pesou sobre os preços do mercado interno. Mesmo as cotações terem permanecido acima das de 2014, com média de R$ 58,11/sc, não foi suficiente para estimular grandes volumes de vendas. O segundo fator são o foco e a preocupação dos produtores no último mês em torno da semeadura da nova safra, que tem enfrentado adversidades climáticas. Com as vendas futuras antecipadas neste momento, caso o dólar não volte a estimular alta nas cotações internas, os produtores devem segurar o ritmo de venda, esperando novas oportunidades.

O artigo completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Imea

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Texto originalmente publicado em:
Imea
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