O objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto da mistura de adjuvantes, fosfito de cu, mancozeb misturados com triazóis e estrobilurinas sobre parâmetros de resistência da ferrugem-asiática-da-soja.

Autores: SILVA, Laryssa Lucas Araujo1; FONSECA, Rafaela Souza Alves2; OLIVEIRA, Ana Lívia Lemos3; SANTOS, Cleberly Evangelista4; Coutinho, Walter Baida Garcia1;PAZ-LIMA, Milton Luiz6

RESUMO: A ferrugem asiática da soja é uma das doenças de maior importância da cultura da soja devido ao grande potencial de perdas na produtividade. Na safra 2017, utilizando a cultivar NS7237© avaliou-se cinco tratamentos químicos, compostos por cinco tratamentos (T1, T2, T3, T4 e T5), cinco repetições em DBC, com o objetivo de avaliar o impacto da mistura de adjuvantes, fosfito de Cu, mancozeb misturados com triazóis e estrobilurinas sobre parâmetros de resistência da ferrugem-asiática-da-soja. Avaliou-se aos 100 DAP, no laboratório, número e tipo de lesão, intensidade de esporulação, número de urédias, produtividade de urediniósporos, número de urediniósporos/urédia, número de lesões por área foliar e número de urédias por área foliar. Analisou-se as variáveis dependentes via testes paramétricos (F), não paramétricos (Friedmann-Test) e componentes principais. O uso de fungicidas sistêmicos e não sistêmicos representou uma importante estratégia de manejo químico da ferrugem-asiática-da-soja.

Palavras-chave: controle químico; triazóis; estrobirulinas; ferrugem asiática.

Dentre as doenças, a ferrugem-asiática-da-soja (Phakopsora pachyrhizi), é considerada a patologia que provoca os maiores danos a cultura da soja (Glycine max – Fabaceae). A sua agressividade de progresso e rápida disseminação que em função das características das suas estruturas de reprodução, fazem do vento como principal meio de dispersão, e consequentemente dispersão e ocorrência em praticamente todas as regiões produtoras do brasil (LEMES et al., 2015).

Fungicidas sistêmicos são aqueles absorvidos pelas raízes e pelas folhas, sendo posteriormente translocados pelo sistema condutor da planta. Os triazóis translocam-se principalmente via xilema, porém apresentam uma translocação parcial via floema (REIS et al., 2001). Fungicidas estrobirulinas inibem a respiração mitocondrial pelo bloqueio da transferência de elétrons no complexo citrocomo-bc1. Esta ação interfere na formação de ATP, que é a energia vital para o crescimento dos fungos (REIS et al., 2001), além de provocarem reações de fitotoxidez por inúmeros fatores.

Nesse contexto o objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto da mistura de adjuvantes, fosfito de cu, mancozeb misturados com triazóis e estrobirulinas sobre parâmetros de resistência da ferrugem-asiática-da-soja.

Na safra 2017, utilizando a cultivar NS7237© avaliou-se cinco tratamentos químicos compostos por cinco tratamentos, cinco repetições em DBC. Todos os tratamentos (exceção a testemunha) foram acompanhados de quatro aplicações aos 47, 62, 76 e 93 dias após o plantio (DAP) dos fungicidas Propiconazol+Difenoconazol, Fluxapiroxade+Piraclostrobina, Trifloxistrobina+Protioconazol e Azoxistrobina+Cirpoconazol. Os tratamentos foram representados por: T1 –  testemunha; T2 – Nimbus©, Assist©, Áureo© e Nimbus© (0.4, 0.5, 0.37 e 0.5 L/ha); T3 – Duo©, Veeper©, Duo© e Veeper© (0.75, 0.5, 0.75 e 0.5 L/ha); T4 – Nimbus©+fosfito de Cu, Assist©+fosfito de Cu, Áureo©+fosfito de Cu e Nimbus©+fosfito de Cu (0.4+0.5; 0.5+0.5; 0.37+0.5 e 0.5+0.5 L/ha); T5 – Nimbus©+Mancozeb, Assist©+Mancozeb, Áureo©+Mancozeb e Nimbus©+Mancozeb (0.4; 0.5; 0.37 e 0.5L/ha). Foram coletadas cinco folhas por bloco no terço médio com sintomas da doença, em seguida recortou-se discos de 11 mm da áera foliar, as amostras   foram transferidas para um microtubo contendo 100µL de solução hidratante. Os microtubos permaneceram sobre refrigeração para serem avaliados posteriormente.  Avaliou-se aos 100 DAP no laboratório o número de lesões, o tipo de lesão, intensidade de esporulação, número de urédias, produtividade de urediniósporos, número de urediniósporos/urédia, número de lesões por área foliar e número de urédias por área foliar. As avaliações foram feitas nos discos da área foliar e na solução presente em cada microtubo, estes foram agitados durante aproximadamente um minuto, posteriormente o disco foi transferido para uma lâmina e avaliada no microscópio. Para análise da solução utilizou-se uma pipeta e ponteiras esterilizadas, transferiu-se o liquido para outra lâmina e analisou no microscópio. Após a coleta de dados analisou-se as variáveis dependentes via testes paramétricos (F), não paramétricos (Friedmann Test) e componentes principais

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Não rejeitou-se a hipótese de nulidade apenas para as variáveis dependentes tipo de lesão e intensidade de esporulação, havendo diferença significativa para os demais parâmetros de resistência avaliados. A severidade e o número de lesões por mm2 foram estatisticamente menores no T5 (Nimbus©+Mancozeb, Assist©+Mancozeb, Áureo©+Mancozeb e Nimbus©+Mancozeb) tanto pelo teste F como X2. O T3 (Duo©, Veeper©, Duo© e Veeper©) mais reduziu a produtividade de urediniósporos e o número de urediniósporos por urédia. Pelo teste paramétrico não houve diferença significativa estatisticamente entre os tratamentos nas variáveis número de urédias e número de urédias por área foliar, como demonstrado na Tabela 1.Só sexta, sábado e domingo: matriculou em 01 curso ganha 01 agenda. Matriculo-se em dois ou mais, ganha a agenda e o Mousepad com infos de adubação. Mas ATENÇÂO: é só até domingo. Clique e confira.

Tabela 1. Médias obtidas das diferentes cultivares pelo teste paramétrico (F; Tukey) pelas diferentes variáveis dependentes representadas por severidade (S), número de lesões (NL), número de urédias (NU), produtividade de urediniósporos (PU), número de urediniósporos por urédia (NUU), número de lesões por área foliar (NLAF), número de urédias por área (NUA)*.

Pelo teste não paramétrico não houve diferença significativa estatisticamente entre os tratamentos na variável número de lesões, como demonstrado na Tabela 2. Como já era previsto, o T1(testemunha) apresentou maior severidade, comprovando a importância de aplicações de fungicidas no controle dessa doença.


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Tabela 2. Médias obtidas das diferentes cultivares pelo teste não paramétrico (F; Tukey) pelas diferentes variáveis dependentes representadas por severidade (S), número de lesões (NL), número de urédias (NU), produtividade de urediniósporos (PU), número de urediniósporos por urédia (NUU), número de lesões por área foliar (NLAF), número de urédias por área (NUA)*.

O uso de fungicidas sistêmicos e não sistêmicos representou uma importante estratégia de manejo químico da ferrugem-asiática-da-soja. Observado o tratamento que mais reduziu a severidade e  número de lesões nota-se a eficiência de triazóis e estrobilurinas associados ao mancozeb, no controle da ferrugem asiática da soja.

REFERÊNCIAS

LEMES, E.; CASTRO, L.; ASSIS, R. (Org.). Doenças da Soja: Melhoramento Genético e Técnicas de Manejo. Campinas/SP: Editora Millenium, p. 363, 2015

REIS, E.M.; FORCELINI, C.A.; REIS, A.C. Manual de fungicidas, guia para controle químico de doenças de plantas. 4ª. Ed. Florianópolis/SC: Editora Insular, p. 176, 2001.

Informações dos autores:  

1Instituto Federal Goiano câmpus Urutaí, Laboratório de Fitopatologia e Microbiologia, CEP 75790-000, Urutaí, GO.

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