O objetivo deste trabalho foi avaliar o IAF para cultura da soja em ambientes com e sem irrigação.

Autores:   Stefanía Dalmolin da Silva1, Alencar Junior Zanon1, Eduardo Lago Tagliapietra1, Kelin Pribs Bexaira1, Gean Leonardo Richter1, Patric Scolari Weber1, Thiago Schmitz Marques da Rocha1, Jossana Ceolin Cera1, Josana Andreia Langner1, Ary José Duarte Junior1, Mauricio de Bortoli1, Rogério Cechin1

Trabalho publicado nos Anais do evento e divulgado com a autorização dos autores.

A soja é uma das principais culturas de verão no mundo. O maior produtor de soja é os Estados Unidos, seguido pelo Brasil, onde na safra 2016/17 apresentou uma produção de 114 milhões de toneladas (Conab, 2017). No Brasil, os principais estados produtores deste grão são o Mato Grosso, Paraná e o Rio Grande do Sul, onde estado do Rio Grande do Sul foi responsável pela produção de 18 milhões de toneladas de soja (Conab, 2017).

A soja é uma cultura sensível ao déficit hídrico durante certos períodos de seu desenvolvimento, e a ocorrência de estresse devido ao déficit hídrico pode impactar seus mecanismos e, consequentemente, sua produtividade (REF).

O índice de área foliar (IAF) representa a razão entre a área foliar do dossel e a unidade de superfície no solo, e representa uma importante variável de crescimento da cultura da soja, pois o IAF apresenta uma grande relação com a produtividade desta cultura. A variação do IAF durante o ciclo de desenvolvimento da soja irá depender da época de semeadura, genótipo, espaçamento e densidade de plantas (Zanon et al., 2015, 2018).

O objetivo deste trabalho foi avaliar o IAF para cultura da soja em ambientes com e sem irrigação.

Foram conduzidos experimentos a campo em diferentes situações, um irrigado e outro não irrigado. O experimento irrigado foi conduzido na Área Experimental do Departamento de Fitotecnia da UFSM, Santa Maria, RS. As cultivares utilizadas foram NS 4823 (GMR 4.8, indeterminado), BMX Elite IPRO (GMR 5.5, indetermidado), BMX Ícone IPRO (GMR 6.8, indeterminado) e TEC 7849 IPRO (GMR 7.8, indeterminado). A data de semeadura foi realizada dia 17/10/2017, que se encontra dentro do calendário recomendado para a cultura. O delineamento foi de blocos ao acaso com quatro repetições. O método de irrigação foi irrigação suplementar para evitar estresse hídrico. O experimento sem irrigação foi conduzido na Área Experimental da AGRUM Tecnologias Integradas, no interior de Santa Maria, RS. As mesmas cultivares foram utilizadas, sob mesmo delineamento experimental. A data de semeadura ocorreu no dia 05/10/2017.


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Em ambos experimentos, a avaliação da área foliar foi realizada através de um método não destrutivo que consiste em mensurar quinzenalmente o comprimento e a largura dos folíolos centrais das folhas na haste principal e nas ramificações das plantas. Na condição irrigada, o IAF variou de 6,9 a 8,0 entre as cultivares, sendo que a cultivar NS 4823 RR atingiu um máximo IAF de 7,6, BMX Elite IPRO com 8,0 e BMX Ícone IPRO 7,2 (Figura 1).

Figura 1 – Evolução do IAF nas cultivares NS 4823 RR, BMX Elite IPRO e BMX Ícone IPRO em sistema com irrigação. Santa Maria, 2018.

Na condição não irrigada, exceto pela cultivar BMX Ícone que apresentou alto valor de IAF, as cultivares NS 4823 RR e BMX Elite IPRO apresentação redução no IAF em comparação a condição irrigada (Figura 2). A Cultivar BMX Ícone IPRO por ser uma cultivar de ciclo longo, ramifica mais durante seu ciclo, o que explica um alto IAF em ambos os sistemas (Figuras 1 e 2).

Figura 2 – Evolução do IAF nas cultivares NS 4823 RR, BMX Elite IPRO e BMX Ícone IPRO em sistema sem irrigação. Santa Maria, 2018.

Em um ano em que há a possibilidade de ocorrência de períodos de estiagens, a cultivar BMX Ícone IPRO é uma boa opção de escolha, pois por ter o ciclo mais longo, ramifica mais e consegue tolerar um período de seca e se recuperar. .

Referências

CONAB. Acompanhamento da safra brasileira: grãos. Disponível em: < http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/17_08_10_11_27_12_bol etim_graos_agosto_2017.pdf >. Acesso em: 21 jul 2018.

Zanon, Alencar Junior et al. Contribuição das ramificações e a evolução do índice de área foliar em cultivares modernas de soja. Bragantia, v. 74, n. 3, p. 279-290, 2015.

ZANON, Alencar Junior. Variáveis meteorológica e de manejo que influenciam índice de área foliar, desenvolvimento e rendimento potencial em soja no Rio Grande do Sul. 2015. 151 p. Tese (Doutorado em Agronomia). Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, 2015.

Zanon, Alencar Junior et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 1 ed. Santa Maria, 2018.

Informações dos autores:  

1Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Avenida Roraima, n° 1000, CEP 97105-900, Santa Maria – RS, Brasil.

Disponível em: Anais da 42ª Reunião de Pesquisa de Soja da Região Sul, Três de Maio – RS, Brasil, 2018.

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