Influência de sete pontas de pulverização de baixa deriva no espectro de gotas em caldas com glyphosate

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Objetivou-se nesta pesquisa analisar a influência de sete pontas de pulverização hidráulicas, de jato plano com sistema antideriva, no espectro de gotas em caldas com glyphosate.

Autores: Raquel Berna¹; Ulisses Rocha Antuniassi2; Mateus Franscisco Paes de Queiroz2; Fernando Kassis Carvalho2; Thalyson Medeiros de Santana2; Tito Manoel Rondon Alves Barbosa2; Caio Alexandre Ferreira Moreira2 & Marcella Guerreiro de Jesus2

Trabalho Disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.
Trabalho Disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

O sistema de semeadura direta impulsionou o uso de produtos fitossanitários, principalmente o de herbicidas. Desde então se discute a melhor forma de aplicar estes produtos fitossanitários com menores perdas, para aumentar a eficácia no controle sem o risco de contaminação ambiental.

O glyphosate, por possuir um modo de ação sistêmico, que permite uma aplicação com menor nível de cobertura no alvo desejado, comparado a um de ação de contato, proporciona a pulverização com espectro de gotas maiores, sendo assim, possibilita maior segurança na aplicação com a redução da deriva.

Objetivou-se nesta pesquisa analisar a influência de sete pontas de pulverização hidráulicas, de jato plano com sistema antideriva, no espectro de gotas em caldas com glyphosate. A partir de um analisador de partículas por imagem em tempo real modelo VisiSize portable (Oxford Lasers Ltd/UK), obteve-se os valores do espectro de gotas.

A calda utilizada foi com glyphosate em taxa de aplicação de 100 L ha-1, na concentração de 30 mL L-1 do produto comercial. As pontas de pulverização utilizadas foram os modelos da Teejet AIXR, AI, TTI, TT, da Jacto AIRMIX e CVI e da KGF a ponta RDA, todas 11003 na pressão de 400 kPa e foram avaliados o percentual de gotas menores que 100 µm, a amplitude relativa (AR) e o diâmetro mediano volumétrico (DMV).

A ponta de pulverização TTI proporcionou o menor percentual de gotas menores que 100µm (4%). As pontas AI, CVI, RDA, TT e AIRMIX tiveram valores entre 10 e 16% respectivamente. A ponta de pulverização que apresentou maior percentual foi a AIXR com 19 % de gotas com tamanho inferior a 100µm. O DMV da TTI foi no mínimo 42% maior que todas as outras pontas. Porém a TTI apresentou uma das maiores AR neste estudo, valores próximos às pontas TT, AIRMIX e RDA, o que significa um espectro de gotas nessas pontas de pulverização mais heterogêneo.

A ponta AI obteve o menor valor de AR com 1,9 e todas as outras pontas valores de 2,1 a 2,36 com a ponta RDA, a qual obteve o maior valor de AR, para pulverização da calda com glyphosate.

Para uma aplicação de produtos fitossanitários com menor risco de perdas por deriva, a ponta de pulverização TTI teve melhor desempenho para os quesitos avaliados nesta pesquisa.

¹ Mestranda da UNESP‑FCA, Faculdade de Ciências Agronômicas

2 UNESP – FCA

Disponível em: Anais do XXX Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas, Conhecimento e Tecnologia a Serviço do Agricultor. UFSC, 2016. 813 pg.

Leia mais sobre o assunto no trabalho Eficiência da pulverização de combinações químicas no controle de complexos de doenças

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