O controle eficiente de plantas daninhas na lavoura de soja, sem dúvida, é um dos pilares que para quem visa atingir altas produtividades. Neste cenário, há muitas espécies que interferem na produtividade da soja devido a competição do nicho ecológico (recursos) das áreas. Com isso uma das plantas que se destaca em tal situação é a Conyza spp. (Buva) da família botânica Asteraceae.

A buva vem sendo um sério problema das lavouras de soja no pais, devido ao seu difícil controle por defensivos agrícolas, justamente por possuir alta resistência há diferentes mecanismos de ação. Quando lançado a soja RR no mercado, os inibidores de 5-enolpiruvil-chiquimato-3-fosfato-sintase (Glifosato) controlavam a Buva com muita eficiência, porem, com o passar do tempo a planta desenvolveu resistência a este herbicida. Hoje, além do Glifosato, a Buva também é resistente a inibidores de Acetolactato Sintase (Sulfoniruléias como o Clorimuron, dependendo da época de aplicação), Inibidores de Fotosistema I (Bipiridilios como o Paraquat) e inibidores de Protoporfirinogênio Oxidase (Difenilésteres como o Oxufluorfen). Essas características conferem a planta alta taxa de infestação nas áreas, impulsionadas pela fácil dispersão das sementes via anemocoria.

Os casos mais expressivos se encontram principalmente nos estados da região sul do pais, devido ao sistema plantio direto aliado a sucessão de culturas. Um dos principais herbicidas utilizados para o controle são os Mimetizadores de Auxina como o Ácido Ariloxialcanóico (2-4D) em pré-semeadura ou nos meses de inverno. A aplicação de Diclosulan, Sulfentrazona ou Flumioxazin também são usadas para este fim.

A rotação de herbicidas conforme o seu mecanismo de ação reduz as chances do desenvolvimento de resistências das plantas. Entretanto, também é possível reduzir a quantidade de plantas de Buva utilizando práticas de manjo especificas.

A gradagem das áreas mostra-se muito eficiente, visto que a cultura é muito sensível a perturbações do ambiente, porem acaba desregulando o sistema plantio direto podendo assim acarretar outros problemas de solo. Por outro lado, a permanência de palhada na lavoura auxilia no controle, visto que a planta é fotoblastica positiva (necessita a incidência de luz solar para germinar), nesse sentido é importante que todo o solo fique coberto, de forma a dificultar a germinação das sementes.

Além disso, no momento do plantio deve-se atentar a velocidade de semeadura. Velocidades muito altas acabam deixando o solo descoberto na linha do plantio, sendo uma ótima porta de entrada para a Buva. Deve-se realizar a semeadura na velocidade adequando para que não haja problemas com a palhada em cobertura.

PET Agronomia

Sendo assim, para que se tenha sucesso no controle da Conyza spp o melhor sistema a ser adotado é o controle integrado de plantas daninhas. Visto que, este sistema visa aliar práticas de manejo a campo com a utilização de herbicidas que ainda oferecem um controle satisfatório.

A união das práticas potencializa o controle, devido ao fato de explorar os pontos fracos da Conyza spp. além da complementariedade dos sistemas, ou seja, caso um trato cultural venha a falhar, outro poderá vir a suprir o déficit e realizar o controle mesmo que área parcial.

Autor: Andrei Dobner, Bolsista do Grupo PET Agronomia, Acadêmico do 5° semestre do Curso de Agronomia da Universidade Federal de Santa Maria

E-mail: andreidobner@gmail.com

1 COMENTÁRIO

  1. mas e porque nao e apresentado ou informado o nome dos produtos ou nome de herbicidas que controle a buva ? so vejo bastante mimimi mas nome de produtos que seria mais interessante so vi 1 tem que anunciar o nome dos produtos que funcionem melhor para matar a buva ou nem c pronunciem nos agricultores queremos saber quais sao os melhores produtos que matem a buva

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