Mercado de soja sob pressão da demanda chinesa

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    A condição climática, neste período, durante as operações de colheita da safra norte-americana é um dos principais fatores para a orientação dos preços do mercado de soja pois pode determinar novos ajustes sobre o volume de produção, como aconteceu no último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos/USDA conforme relatado no início deste informativo e cujos números ainda estão sendo assimilados mas, atualmente, dois outros indicativos também estão sendo levados muito em consideração e que são, por um lado, o tamanho da demanda da China após um período conturbado do mercado deste país em função dos problemas de desaceleração da sua economia e, por outro, as expectativas de plantio da nova safra brasileira.

Com relação à demanda chinesa, chama a atenção o crescimento global de 77 para 79 milhões de toneladas a serem importadas pela China, comparando o ano anterior com as estimativas para este ano, sendo que um quarto de toda a soja produzida pelos norte-americanos é direcionado para este mercado. Já com relação às compras do Brasil, a alta do dólar no âmbito internacional, incluindo o nosso real, fez com que a soja norte-americana ficasse menos competitiva que a brasileira abrindo vários mercados compradores. Assim, se compararmos os meses de agosto de 2014 e 2015, verificamos que neste ano o Brasil vendeu 29,1% a mais do que o anterior, inclusive, neste ano, já vendemos à China 27,91 milhões de toneladas que representam um crescimento de 10,4% com relação ao mesmo período do ano passado. Já com relação às expectativas da nova safra brasileira de soja, está sendo iniciada o seu plantio e as estimativas iniciais apontam para uma safra recorde que pela primeira vez na história alcançaria, e até passaria, das 100 milhões de toneladas, em função de aumento de área avançando sobre terras que eram destinadas à cultura de milho, sobre pastagens degradadas e até abertura de novas fronteiras agrícolas. Mas, as notícias são de uma evolução lenta ou atraso de plantio por causa de falta de chuvas na maior parte das regiões produtoras ou excesso de chuva em outras.

Preocupação maior é com relação a Mato Grosso como maior produtor nacional de soja e que se encontra com um bom atraso nas operações de semeadura em função da falta de chuvas e somente alguns produtores que possuem pivô central estariam implantando as primeiras lavouras. Já no sul do país, principalmente no Paraná, os estados se encontram acompanhando a média de área semeada para o mesmo período nos últimos cinco anos, pese às fortes chuvas que estão ocorrendo nesta região. No mercado interno, as preocupações são tanto de ordem econômica quanto política, visto as discussões sobre a possibilidade de impeachment da presidente Dilma, dos imbróglios sobre contas secretas no exterior atribuídas ao presidente da Câmara Federal e outros percalços conjunturais como a questão fiscal e o rebaixamento do país por duas das principais agências de risco e que, entre outras mazelas, mantém a moeda em um vai vem cambial que cria um sentimento de instabilidade comercial levando os produtores a querer fazer negócios em dólar e não em real, fora a grande preocupação com o custo dos insumos que em grande parte são importados como produto industrial ou como matéria-prima.

Willy Gustavo de La Piedra Mesones

E‐mail: willy.gustavo@emater.mg.gov.br

Tel: (34) 3338‐5156 ‐ Uberaba/MG

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Texto originalmente publicado em:
EMATER/MG
Autor: Willy Gustavo de La Piedra Mesones

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