Milho do Brasil caiu no gosto dos estrangeiros e deve continuar assim em 2016

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Abramilho diz que 70% da produção voltada para a exportação neste ano já está vendida. Em 2015, o produto foi um dos poucos da cesta brasileira a ter crescimento no valor exportado, que considera tanto a quantidade quanto o preço.

O milho em grãos brasileiro caiu no gosto dos estrangeiros em 2015 e, com isso, as exportações do produto bateram recorde. Os empresários do setor de produção de milho estão empolgados e otimistas de que novos recordes poderão ser batidos em 2016. De acordo com os dados da balança comercial brasileira no ano passado, que teve um superavit de US$ 19,6 bilhões, o maior saldo positivo desde 2011, a quantidade exportada de milho do Brasil cresceu 41,72% em 2015 ante o que foi registrado em 2014. Em valor exportado, houve uma alta de 28,9% no ano passado na mesma comparação num total de US$ 4,9 bilhões.

“Para este ano esperamos novos recordes”, afirmou Allyson Paolinelli, presidente da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho), que aposta no aumento das vendas para mercados como China, Índia e países do continente africano. Em 2015, também se destacaram como compradores o Vietnã, o Irã e a Coreia do Sul. “O milho brasileiro (para exportação) está praticamente todo vendido. Mais de 70% já está vendido”, declarou.

Os compromissos de vendas antecipadas se justificam, em parte, por causa do dólar mais caro. Avaliações do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) afirmam que o dólar valorizado em relação ao real aumenta a competitividade do cereal brasileiro comparativamente ao produto norte-americano. Os Estados Unidos são grande produtor e exportador global de milho.

Outro aspecto que também garante boas vendas para o milho produzido é a pecuária. Paolinelli informa que a commodity é usada na criação de gado, porco e frango, cujas carnes são consideradas proteínas nobres. Para produzir a ração que alimenta os animais, é preciso uma proporção de 70% de milho e 30% de soja, explicou Paolinelli, que foi ministro da Agricultura durante o governo militar. As carnes também estão tendo grande destaque na pauta de exportação brasileira com a abertura de novos mercados compradores, além de terem espaço importante no mercado interno consumidor.

Maizall

Nos últimos anos, o Brasil mudou de posição em relação ao milho em grãos, o que ajudou a incrementar os resultados do comércio exterior. Passou de comprador para exportador de milho e hoje, ao lado de Estados Unidos e Argentina, é responsável pelo abastecimento de mais de 70% do mercado mundial da mercadoria. Juntos os três países formam a Maizall, associação criada em 2013, que reúne as principais associações de produtores de milho dos três países e que objetiva conquistar novos mercados.

Neste ano, a Maizall terá missões para apresentar o milho transgênico e aumentar a oferta na África, Europa e América do Sul. Ainda este mês, haverá um encontro em Punta del Leste, no Uruguai com esse objetivo. A entidade estima que o consumo do produto crescerá em torno de 350 milhões de toneladas, até 2050, por conta do crescimento da população.

Quanto à produção, o presidente da Abramilho acredita em aumento neste ano, mas adverte que dependerá das condições climáticas, uma vez que há pouco investimento em irrigação no país e o milho é uma commodity que precisa de água para crescer.

Fonte: Fato Online

Autor(a): Valéria Rodrigues

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Texto originalmente publicado em:
Fato Online
Autor: Valéria Rodrigues

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